80 Gravuras de Giorgio Morandi
1978
Exposição itinerante composta por 80 gravuras do pintor italiano Giorgio Morandi (1890-1964), produzidas entre 1911 e 1956. A iniciativa da realização da exposição partiu do Istituto Italiano di Cultura em Portugal, contando para tal com a colaboração do Serviço de Exposições e Museografia da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG). Tratando-se de exemplares únicos, todas as gravuras (águas-fortes) foram produzidas pela Calcografia Nazionale, de Roma, a partir de matrizes, chapas de cobre, realizadas por Morandi, e por ele doadas àquela instituição.
Promovida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália e comissariada pela Calcografia Nazionale, a itinerância da exposição por Lisboa (FCG) e pelo Porto (Centro de Arte Contemporânea/Museu Nacional de Soares dos Reis) decorreu durante o ano de 1978, a pedido da FCG, tendo passado anteriormente por diferentes instituições internacionais, tais como o Kunsthaus Graz (Áustria), o Israel Museum (Jerusalém) e o Tel Aviv Museum (Israel).
A exposição procurava, segundo Stefania Massari no texto do catálogo, evidenciar o modo «como as relações entre a obra pictórica e a obra gráfica se revelam numa estreita interdependência», tendo em conta a relação luz-sombra, matéria-espaço, objeto-signo, real-abstração, psiquismo-racionalidade (80 Gravuras de Giorgio Morandi, 1978).
O catálogo da exposição apresenta, além da reprodução das gravuras exibidas, uma fundamentada introdução à obra gráfica de Morandi, desenvolvida por Stefania Massari, que identifica algumas das preocupações transversais ao trabalho do artista.
Amplamente noticiada na imprensa nacional, a exposição foi acompanhada por um documentário sobre a obra de Giorgio Morandi, editado pela Cinemateca do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália e apresentado por ocasião da exposição.
Filipa Coimbra, 2016