Cartografia Portuguesa. Do Marquês de Pombal a Filipe Folque, 1750 – 1900
1982
Reunião do Comité Europeu dos Responsáveis pela Cartografia Oficial (CERCO)
A exposição «Cartografia Portuguesa do Marquês de Pombal a Filipe Folque, 1750-1900» realizou-se por ocasião da reunião do Comité Europeu dos Responsáveis pela Cartografia Oficial (CERCO), nos dias 22 e 23 de setembro de 1982, por iniciativa de Rui Henriques Galiano Barata Pinto, diretor-geral do Instituto Geográfico e Cadastral. Pretendia-se com esta exposição dar a conhecer, não só aos peritos mas também ao público em geral, o núcleo mais antigo da Mapoteca do Instituto Geográfico e Cadastral, nomeadamente um conjunto de cartas pombalinas, com o intuito de comemorar o bicentenário da morte de Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), marquês de Pombal.
A relevância desta exposição, segundo H. Gabriel Mendes, residia na crescente importância que a documentação cartográfica assumia na representação das modificações naturais e das ações humanas, tanto políticas como económicas e sociais. Verificam-se assim, através dos mapas, as alterações das vias de comunicação, as modificações devidas à industrialização e as alterações do quadro político internacional, «constituindo uma importante parte do equipamento da moderna civilização. O homem não pode […] viver sem mapas. São estes que nos dão de maneira rápida a visão geral do globo» (Cartografia Portuguesa do Marquês de Pombal a Filipe Folque, 1750-1900, 1982).
A mostra reuniu 137 objetos, datando de 1703 a carta mais antiga, relativa a um levantamento do rio Mondego pelo engenheiro-mor Manuel de Azevedo Fortes. Estiveram expostas cartas e plantas do território continental e ilhas e de antigas regiões coloniais, no Brasil, África e Índia.
O catálogo da exposição, desenhado por Américo Silva, contém um texto introdutório e uma resenha histórica da cartografia portuguesa, assinados por Humberto Gabriel Mendes, engenheiro geógrafo e especialista em cartas antigas.
A inauguração da exposição realizou-se a 21 de setembro de 1982, às 21h30, na sala 2 da Zona dos Congressos da Fundação Calouste Gulbenkian.
Depois de Lisboa, a exposição foi mostrada em Coimbra, no Edifício Chiado, em janeiro do ano seguinte, durante quinze dias, de acordo com informação do Instituto Geográfico e Cadastral (Ofício de Rui Henriques Galiano Barata Pinto para José de Azeredo Perdigão, 14 jan. 1983, Arquivos Gulbenkian, SEM 00261).
Carolina Matias, 2017