Na sétima tela a que António Dacosta deu o título Em louvor de

«Na sétima tela a que António Dacosta deu o título Em louvor de, uma Memória coroa o horizonte crepuscular, no centro do topo do quadro – o longe, ali, é ascensão. A linha do horizonte, o António quis sublinhá-la com uma régua de madeira sobreposta ao quadro, que o dividia em céu e terra. A pedra doirada da Memória quase se dilui nas brumas que envolvem as formas, as quais têm o peso dos grandes signos: uma alta figura (a sua?) de cabeça curvada, retirando-se; uma vez mais (a última?), o emblema do jorro das águas, mas agora a extinguir-se, depois de ter assinalado toda a série das Fontes de Sintra (lembranças do “amor, em suma, como o António explicara uma vez); o insólito crânio exangue do novilho imolado, última figuração, figuração da morte insolentemente trazida ao primeiro plano, transferida das tímidas, às vezes irónicas caveiras que pontuaram não poucos quadros; a escada suspensa, em posição descendente.»

(POMAR, 1990, p. 97R)


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