O Filósofo (1942) revela outra linha de referências

«[…] O Filósofo (1942) revela outra linha de referências ou homenagens do pintor: a tradição greco-romana, também explorada décadas mais tarde, por exemplo na série dedicada a Évora. Envolta numa grande sombra, surge-nos a cabeça escultórica e classicista do pensador, assente num plinto. A massa encefálica aparece descoberta, representada como silhares aparelhados num muro – talvez metáfora das camadas do saber, cumulativo e, à partida, intransponível. Do orifício auricular assoma-se um pintainho e, na parede, está pendurada uma chave, quiçá a que desmistifica o conhecimento, mas não qualquer um: o conhecimento do Mundo, da Vida, o sentido da existência, da condição humana. Como aceder à erudição dos Antigos? Como alcançar a Verdade, a essência das coisas?»

(SARAIVA, 2014, p. 26)


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