Romanceiro Português da Tradição Oral Moderna – III

Versões publicadas entre 1828 e 1960

O Romanceiro, recolhido na tradição oral moderna portuguesa desde os anos vinte do século XIX até ao presente, tem as suas raízes na Idade Média.

Pese embora as diversas opiniões formuladas pela crítica sobre as suas origens, o carácter medieval deste género é, sem dúvida alguma, um dos seus poucos traços indiscutíveis.

Desde os primeiros esboços críticos modernos, divulgados por autores pré-românticos e românticos, até ao presente, o Romanceiro tem sido encarado como um dos géneros nascidos durante a Idade Média e transmitido, ora pela letra, ora pela voz, ou mesmo por ambas, até hoje.

Compartilha com poemas épicos medievais elementos da sua estrutura e, nalguns casos até, dos seus temas. Das baladas europeias, também medievais, toma o estilo mais lírico bem como, através de profunda readaptação, algumas das suas fábulas. Mas de ambos, e no fundo da época, retira o seu carácter memorial, modo específico de conservação de grande parte da poesia medieval.

Assim, se difícil é datar, com precisão, os primeiros romances, não oferece qualquer dúvida que este género poético já proliferava no primeiro quartel do século XV, vivendo, a partir daí, ininterruptamente, até aos nossos dias.

Com a publicação, em cinco volumes, deste Romanceiro Português da Tradição Oral Moderna editam-se os romances portugueses dados à estampa entre 1828 e 1960 e que andavam dispersos tanto em livros como em publicações periódicas. Assim, o grande objetivo desta obra é fornecer a toda a crítica a possibilidade de aceder ao vasto corpus da balada portuguesa impresso entre as datas assinaladas.

Se difícil será datar, com precisão, os primeiros romances, não oferece qualquer dúvida que este género poético já proliferava desde o primeiro quartel do século XV, vivendo, ininterruptamente, até aos nossos dias.

 

(Da nota preliminar de Pere Ferré)

 

Ficha técnica

Outras Responsabilidades:

Organização e fixação de Pere Ferré. Com a colaboração de Sandra Boto

Idioma:
Português
Coordenação editorial:
Fundação Calouste Gulbenkian
Editado:
Lisboa, 2003
Capa:
Encadernado
Páginas:
524
ISBN:
972-31-0996-4

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