Poemas Lusitanos

António Ferreira

António Ferreira nasceu em Lisboa em 1528, onde veio a morrer em 1569. Foi o único grande poeta daquela época a ter estudado na Universidade que havia sido recentemente refundada em Coimbra, e a sua obra está repleta das lições do humanismo e do classicismo.

Ao deixar a Universidade, por volta de 1556, sofreu um grande abalo, mas as poesias angustiadas que escreveu nos anos a seguir estão entre as melhores que produziu. Foi neste período que encontrou Maria Pimentel, a sua primeira mulher, provavelmente a inspiração da primeira sequência de sonetos escrita em língua portuguesa. O seu falecimento prematuro, pouco depois de casada, foi a ocasião para uma série de poesias fúnebres de alto valor estético.

Depois de 1560, Ferreira ocupou-se com a revisão da sua obra, a que se deu o título de Poemas Lusitanos, livro cuidadosamente estruturado que tem toda a probabilidade de ter chegado até nós na forma em que o poeta o deixou, sendo assim um testemunho único de como um poeta quinhentista quis apresentar-se ao seu público.

António Ferreira é melhor conhecido como o autor de Castro, tragédia senequiana que é uma obra-prima do Renascimento português e uma das peças mais bem conseguidas da Europa quinhentista. Mas a tragédia constitui só uma pequena parte dos Poemas Lusitanos, vasta compilação poética que abrange quase todos os géneros poéticos conhecidos dos humanistas, com a excepção da epopeia.

Na edição presente, o texto dos Poemas Lusitanos é criticamente estabelecido, pela primeira vez em mais de quatro séculos, e vem acompanhado por um estudo introdutório e por um comentário.

(Da nota introdutória de T. F. Earle)

Ficha técnica

Outras Responsabilidades:

Ed. crítica, introd. e comentário de T. F. Earle

Edição:
2ª ed.
Coordenação editorial:
Fundação Calouste Gulbenkian. Serviço de Educação e Bolsas
Editado:
Lisboa, 2008
Páginas:
677 p.
ISBN:
978-972-31-1233-7