Colóquio/Letras 191

jan – abr 2016

Guerra

Há cem anos, em março de 1916, Portugal declarava guerra à Alemanha entrando assim, oficialmente, na I Guerra Mundial. Uma declaração de guerra não é um aniversário para festejar, mas pode constituir uma oportunidade para pensar a forma como a literatura refletiu situações extremas de conflito.

Num mundo em que as consequências de novas e mais terríveis guerras estão à vista de todos, não será inoportuno este tema tratado por ensaístas que evocam momentos diversos da nossa literatura (sobretudo dos séculos XIX e XX) e para cuja ilustração José Pedro Croft cedeu um sugestivo conjunto de imagens.

Os ensaios aqui reunidos abrem-nos novas perspetivas sobre autores e épocas que vão das invasões napoleónicas à guerra colonial, passando pelas lutas civis de 1820-1834 e pelas duas guerras mundiais, a que se junta também um estudo sobre as representações da guerra nas adaptações juvenis d’Os Lusíadas.

Cinco cartas de Almeida Garrett a Rodrigo da Fonseca, do período da Patuleia, são apresentadas e anotadas por Sérgio Nazar David.

À parte o tema principal, a revista inclui ainda artigos sobre a figura de Cleópatra n’Os Lusíadas (Luiza Nóbrega), Fernando Pessoa e o Islão (Fabrizio Boscaglia), a “farmácia poética” de Herberto Helder (Pedro Serra) e o escritor brasileiro Reinaldo Moraes em confronto com Sade (Eliane Robert Moraes).

Completam este número poesia de Miguel Martins e Tatiana Faia e as habituais secções de Notas & Comentários e Recensões Críticas. Em separata, um importante estudo de Rita Marnoto sobre a introdução de novas formas métricas por Sá de Miranda.

 

Sumário

Ficha técnica

Outras Responsabilidades:

Nuno Júdice (dir.)

Idioma:
Português
Editado:
Lisboa, 2016
Entidade
Fundação Calouste Gulbenkian
Dimensões:
170 x 245 mm
Páginas:
288