As Cores do Pensamento – Catálogo da Exposição

No âmbito do Fórum Gulbenkian de Saúde 2012 Brain.org, foi editado o catálogo da exposição "As Cores do Pensamento", que reúne o conjunto das 58 imagens (científicas e artísticas) que integraram esta exposição ao ar livre sobre a arte abstrata dos neurónios.

Concebida por Viviane Kasam e Angelo Bucarelli, a exposição As Cores do Pensamento – a arte abstrata dos neurónios realizou-se pela primeira vez em 2011, em Milão, e através de Yoram Cohen, Clara Sitruk e Delphine Chan, foi recriada em 2012 em Paris, Deauville, Mónaco e Lisboa.

A Exposição foi exibida no jardim da Fundação Calouste Gulbenkian em Setembro/Outubro de 2012 e simultaneamente, em âmbito mais alargado, no Terreiro do Paço, numa parceria entre a Fundação Calouste Gulbenkian, a Universidade Hebraica de Jerusalém, através do Edmond & Lily Safra Centre for Brain Sciences, e a Câmara Municipal de Lisboa.

Em cada obra de arte projetam-se, de um modo indefinível, talento, técnica, memórias, experiências pessoais, que se entrecruzam numa rede muito complexa de relações celulares e se organizam em funções cerebrais variadas.

A capacidade do cérebro humano para a integração multisensorial deve-se ao imenso desenvolvimento de conectividades que, comandando funções distintas, estão estreitamente ligadas entre si por feixes de fibras nervosas.

Para investigar esta conectividade, a ciência moderna desenvolveu tecnologias muito sofisticadas como o método Brainbow, ou arco-íris do cérebro, que permite reconhecer as células cinzentas e as fibras brancas através de uma miríade de cores fluorescentes, e a abordagem Connectomics, que distingue os neurónios que estão ligados entre si, produzindo um mapa fascinante de afinidades sinápticas, visualizando a três dimensões.

Os investigadores da área das neurociências utilizam as cores vivas destas representações, feitas através de imagens que parecem retirar “a sua inspiração” de obras de artistas consagrados e, por isso, são apresentadas lado a lado, como se constituíssem uma verdadeira arte abstrata dos neurónios.