Quem somos

A Delegação em França é a antena europeia da Fundação Calouste Gulbenkian, uma fundação portuguesa para toda a humanidade, destinada a fomentar o conhecimento e a melhorar a qualidade de vida das pessoas através das artes, da beneficência, da ciência e da educação. Criada por testamento de Calouste Sarkis Gulbenkian, a Fundação tem caráter perpétuo e desenvolve as suas atividades a partir da sua sede em Lisboa (Portugal) e das delegações em Paris (França) e em Londres (Reino Unido).

Em França desenvolvemos actividades em torno dos grandes temas da sociedade contemporânea, nomeadamente nas áreas das artes e cultura, da economia social do mundo da fundações e ainda na difusão da língua portuguesa.

Estas acções concretizam-se num programa intenso de exposições, de encontros e debates e ainda na disponibilização de uma importante biblioteca de língua portuguesa.

As nossas actividades são desenvolvidas num quadro de diálogo com a sociedade civil francesas as suas instituições

 

Os nossos objectivos

Participar e contribuir para o diálogo transnacional com especial incidência em quatro eixos fundamentais: A Europa e o Mundo; Filantropia, Fundações e Inovação Social; Ambiente e Sustentabilidade; Diálogo Intercultural.

Assegurar um programa de qualidade artística de excelência internacional.

Divulgar a língua portuguesa em França e na Europa, garantindo a relevância e abrangência dos fundos da Biblioteca e propondo um conjunto de conferências e debates relacionados com a literatura e ciências humanas lusófonas, em parceria e em rede com as estruturas de divulgação, de investigação e ensino da língua portuguesa, em França e no mundo.

 

A nossa história

A 3 de Maio de 1965 abre oficialmente ao público, em presença do Ministro des affaires culturels, André Malraux, o Centro Cultural português em Paris. Com a missão de promover a cultura portuguesa em França, acolhe uma importante Biblioteca de língua portuguesa, oferecendo ainda condições para albergar investigadores e bolseiros portugueses em França.

O Centro ocupa o hôtel Gulbenkian, a mítica residência de Calouste Sarkis Gulbenkian no 51 da avenue d’Iéna. Esta enorme casa foi adquirida por Calouste Gulbenkian em 1922 como residência em Paris e para reunir a sua extraordinária colecção de arte.

Ainda antes de inaugurar oficialmente, a Fundação organiza a primeira das suas exposições em Paris em Outubro de 1960 com várias obras pertencentes  à Colecção Gulbenkian, que partirão depois para Lisboa integrar o Museu Gulbenkian.

De igual forma, a Biblioteca começou a ser concebida desde 1960 sob a coordenação de António Coimbra Martins em colaboração com Almeida Langhas. Em Maio de 1965 o espólio já comportava cerca de 20.000 volumes, compostos por obras fundamentais de literatura e história, obras sobre as relações luso-francesas e ainda uma importante colecção de livros raros, obras fundadoras da história de Portugal.

Os primeiros anos do Centro caracterizam-se por um perfil académico e erudito. O programa de actividades proposto, para além da acção regular da Biblioteca, inclui  exposições de arte mas também exposições bibliográficas, recitais de música e conferências com importantes investigadores portugueses e célebres lusitanistas franceses como Marcel Bataillon, Paul Teyssier, Léon Bourdon, Robert Ricard ou Raymond Cantel. No final da década de 60 inicia-se uma importante actividade editorial, com a publicação da revista “Arquivos do Centro” e das séries “Memórias e documentos para a história luso-francesa”, a “Série História & Literária”, a série “Civilização Portuguesa”, “Fontes Documentais Portuguesas” e os catálogos das exposições realizadas.   

A partir dos anos 80 o contexto social e político começa a mudar, com a entrada de um Portugal democrático na Comunidade europeia e os desafios que se colocam ao Centro alteram-se. Este período corresponde a uma crescente visibilidade da cultura portuguesa em França: a língua portuguesa começa a ser leccionada de forma mais abrangente no sistema de ensino francês, o número de leitorados aumenta e há mais alunos a aprender a língua. É desta altura também que o interesse pela língua portuguesa se alarga, iniciando o Centro um processo de diálogo com as outras culturas de língua portuguesa. A partir desta década o Centro investe fortemente no apoio à tradução e edição em França.

No decorrer desta década, a Fundação procura ainda posicionar-se no centro dos debates da cultura contemporânea e no quadro cultural francês, estabelecendo parcerias com importantes instituições francesas, fora do círculo lusitanista erudito. Este processo continua até aos anos 2000, saindo progressivamente dos tradicionais círculos das humanidades e prestando uma atenção crescente a outras áreas como as ciências sociais, os temas científicos e os assuntos europeus.

Em 2011, o Centro – entretanto redenominado Delegação em França da Fundação Gulbenkian – instala-se no número 39 do Bd. de La Tour Maubourg, deixando o histórico hôtel Gulbenkian na avenue d’Iéna. Na sua nova configuração, a Delegação assume progressivamente a sua identidade de instituição filantrópica, integrando a paisagem de fundações actuantes no solo francês, consolidando a sua vocação internacional, procurando fazer avançar os interesses da cultura portuguesa num quadro alargado e cosmopolita.  

Em 2015 e 2016, a Delegação celebrou os seus 50 anos em Paris, assinalando a efeméride com um intenso programa de actividades, entre as quais se destacam a grande exposição “Amadeo de Souza Cardoso”, realizada em parceria com o Grand Palais, e a exposição “Les universalistes. 50 ans d’architecture portugaise” em parceria com a Cité de l’architecture.

Ao longo de mais de 50 anos de actividades, a Fundação Gulbenkian em Paris organizou cerca de 200 exposições, mais de 600 colóquios e conferências, lançamentos de livros, mesas redondas e seminários, 250 exposições bibliográficas e perto de 300 concertos e recitais. Publicou igualmente cerca de 300 títulos, apoiou a tradução de mais de 100 obras de autores portugueses e organizou uma biblioteca de língua portuguesa  que hoje comporta cerca de 95.000 volumes.

 

Os Directores

Joaquim Veríssimo Serrão (1967 – 1972)

José Vitorino de Pina Martins (1972-1982)

José-Augusto França (1983 – 1989)

Maria de Lourdes Belchior (1989 – 1997)

António Coimbra Martins (1997-1998)

Francisco Bettencourt (1999 – 2004)

João Pedro Garcia (2004 – 2011)

João Caraça (2012 – 2016)

Miguel Magalhães (2017 – )