Concerto para Violoncelo de Haydn

Orquestra Gulbenkian / Nuno Coelho / Amalie Stalheim

Orquestra Gulbenkian
Nuno Coelho Maestro
Amalie Stalheim Violoncelo

Joseph Haydn (1732 1809)
Concerto para Violoncelo e Orquestra n.º 1, em Dó maior, Hob.VIIb:1

– Moderato
– Adagio
– Allegro molto

Composição: c. 1761-1765
Duração: c. 25 min.

A quase totalidade dos concertos de Joseph Haydn situa-se no largo período de cerca de trinta anos (1761-1790) em que o compositor esteve ao serviço da corte dos Príncipes de Esterházy. Entre os cerca de quarenta concertos que terá escrito, o Concerto em Ré maior permaneceu durante muito tempo como a sua única obra concertante para violoncelo conhecida. Em novembro de 1961 foi identificada no Museu Nacional de Praga uma cópia de um Concerto em Dó maior atribuído a Joseph Haydn. A descoberta não tardou a merecer, da parte dos peritos, o aval de autenticidade. De facto, o próprio Haydn menciona a obra no catálogo por ele redigido, figurando aí, em autógrafo, o incipit temático do Concerto em Dó maior. A análise estilística da obra, levada a efeito por vários especialistas viria a confirmar tal opinião. A obra foi estreada modernamente alguns meses mais tarde, a 19 de maio de 1962, no âmbito do Festival "Primavera de Praga", tendo como intérpretes o violoncelista checo Milos Sadlo, o maestro Charles Mackerras e a Orquestra da Radiodifusão Checoslovaca.

Não se conhece a data exata em que teria sido concluído o Concerto em Dó maior, mas o seu estilo situam-no no início dos anos sessenta. Possivelmente o seu destinatário foi Joseph Weigl, compositor e notável executante, amigo de Haydn, que desempenhou as funções de primeiro violoncelista da orquestra dos Esterházy, entre 1761 e 1769.

O Concerto de Dó maior é muito diferente do seu congénere em Ré maior, caracterizando-se por uma mais larga variedade de cambiantes expressivos, assumindo nos andamentos extremos um caráter enérgico que exige, no que se refere ao solista, virtudes bem salientes de agilidade e vigor. O primeiro e o último andamentos adotam o esquema da forma sonata bitemática. No Adagio central, onde intervêm somente as cordas, domina o trabalho melódico.

Miguel Martins Ribeiro

 

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