Temporada 2016/2017

Vivemos, neste momento, num período de incerteza, tanto económico, como político ou ambiental. O mundo à nossa volta está em mudança acelerada. Como é que isto afeta os nossos hábitos? E, mais especificamente: como é que isto afeta a nossa relação com a música? Que papel pode a música clássica desempenhar para nós? A música tem sido uma parte integrante das atividades da Fundação Gulbenkian desde o seu início. Esta atividade, cuja coluna vertebral é formada pelos agrupamentos da instituição, Orquestra e Coro Gulbenkian, tem sido mantida ao longo de mais de meio século. A música faz parte da identidade da Fundação Gulbenkian. É mais do que simples entretenimento. Aprender a partir da música dá-nos as ferramentas para aprender outras matérias desde tenra idade. A música interliga as pessoas. Fala a linguagem da humanidade.

Saber mais Brochura 16/17
Coro e Orquestra Gulbenkian

Coro e Orquestra Gulbenkian

No centro de cada temporada da Gulbenkian Música encontram-se os concertos dos seus dois agrupamentos: o Coro e a Orquestra Gulbenkian. Em função destas duas formações históricas da música portuguesa e europeia, é desenhada, em cada temporada, uma importante parte da programação, a qual conta com a colaboração de maestros e solistas de grande prestígio internacional. O cuidado na elaboração de cada programa reflete-se na escolha de grandes obras do repertório para orquestra, ou para coro e orquestra, em conjunto com peças menos conhecidas, estreias de novas obras, ou mesmo a interpretação ao vivo de bandas sonoras como as da trilogia O Senhor dos Anéis.

Concertos de Domingo

Concertos de Domingo

A ligação à música deve começar cedo e os Concertos de Domingo, comentados em ambiente descontraído e pensados para serem fruídos em família, fazem um convite claro a uma descoberta das obras, dos compositores e dos intérpretes. Em cada sessão, as interpretações são acompanhada por explicações que ajudam a contextualizar, a descodificar e a criar uma relação com os sons. Por outro lado, estimulam também a curiosidade e a descoberta através de uma programação variada e de temas apelativos como os Natais do Mundo, os Grandes Coros de Ópera ou a Música e os Animais.

Grandes Intérpretes

Grandes Intérpretes

Em cada temporada, a Gulbenkian Música abre as portas a alguns intérpretes e agrupamentos de primeira grandeza e elevado prestígio internacional, proporcionando ao seu público o contacto com os mais inspirados músicos da atualidade. Nalguns casos, como os da Gustav Mahler Jugendorchester, de Jordi Savall e de András Schiff, essa proximidade tem-se prolongado por vários anos, construindo uma relação profícua e conhecedora entre estes Grandes Intérpretes e o público que sabe o quão imperdível é cada uma destas circunstâncias.

Grandes Vozes

Grandes Vozes

Essencial na programação de cada temporada é a oportunidade de ouvir algumas das mais cativantes vozes do canto lírico mundial, ocasião para escutar o magnífico reportório de canções a que os grandes compositores dedicaram também parte da sua obra. Os Lieder de Brahms, Wagner, Berg e Richard Strauss na voz de Karita Mattila, ou a superlativa Waltraud Meier cantando com a Orquestra Gulbenkian, figurarão seguramente entre os momentos mais memoráveis e emocionantes de 2016/17, em relação aos quais todos quererão dizer mais tarde que estiveram presentes.

Piano

Piano

Numa altura em que se retirara já dos palcos, Alfred Brendel, um dos maiores pianistas do último século, confessava continuar a descobrir a sonata Hammerklavier, de Beethoven, tida como a peça para piano solo mais exigente do reportório. E justificou dizendo que era “inesgotável”. O maravilhamento perante os recitais dos maiores pianistas do mundo, que a Gulbenkian Música recebe em cada temporada, é também inesgotável. Seja através de mestres absolutos como Grigory Sokolov ou Mitsuko Uchida, casos de afirmação fulgurante como Hélène Grimaud ou Pedro Burmester, ou novos talentos como Igor Levit ou Conrad Tao.

Música Antiga

Música Antiga

É um lugar-comum afirmar-se que é necessário conhecer o passado para se edificar devidamente o presente e antecipar o futuro. Com a música escrita, essa verdade é ainda mais fundamental, permitindo insuflar vida em reportório longínquo que, tantas vezes, obriga a reinterpretar tudo o que depois se passou. É quase, pois, um trabalho de detetive aquele levado a cabo por agrupamentos como o Graindelavoix, que resgatam do esquecimento obras idas da música polifónica, ou como Il Pomo d’Oro, ou Os Músicos do Tejo, que reinterpretam com inventividade o reportório barroco.

Música de Câmara

Música de Câmara

Se a música orquestral tem a seu favor a sumptuosidade e a majestosidade, a música de câmara distingue-se pelas possibilidades mais intimistas de formações reduzidas, dispensando normalmente a presença de um maestro. Daí que grupos como o Belcea Quartet, ou Cuarteto Casals, que empreenderá na Gulbenkian uma Maratona Mozart dedicada aos quartetos para cordas do compositor austríaco, se notabilizem pela extrema cumplicidade entre os seus músicos.

Solistas da Orquestra Gulbenkian

Solistas da Orquestra Gulbenkian

A Orquestra Gulbenkian é formada por instrumentistas profissionais de grande qualidade técnica e artística. Ao longo da temporada, estes apresentam-se também em contexto de música de câmara, em recitais de entrada livre, saindo assim do anonimato intrínseco à sua presença no seio da orquestra. Ao mesmo tempo que assumem uma maior visibilidade, contribuem de forma relevante para uma melhor apreciação e valorização da música de câmara no seu conjunto, desde o repertório corrente do género até à estreia de novas obras.

Portas Abertas - Rising Stars

Portas Abertas - Rising Stars

Num tempo em que a profusão de propostas musicais sugere a procura de novas fórmulas de concerto, cabe às gerações mais novas de músicos reformular o relacionamento entre os artistas e os seus públicos. É este o desafio que lançamos aos jovens instrumentistas selecionados no quadro da ECHO – European Concert Hall Organisation, rede que reúne algumas das mais prestigiadas salas de concertos da Europa. Entre as instituições envolvidas, são selecionados anualmente jovens músicos de excecional talento que recebem formação no sentido de se tornarem mais aptos na gestão dos seus percursos.

Concertos Participativos

Concertos Participativos

Dando continuidade à experiencia iniciada com grande sucesso em 2014, o Coro e a Orquestra Gulbenkian convidam de novo o público a juntar-se-lhes na interpretação de um dos seus programas corais-sinfónicos. Messias, de Georg Friedrich Händel, foi a obra escolhida para esta terceira edição dos Concertos Participativos, modelo que tem sido experimentado, desde há quase duas décadas, pela Fundacio La Caixa, de Barcelona, instituição com a qual a Fundação Calouste Gulbenkian mantém um protocolo nesta e noutras áreas, e que contribui para fomentar a prática musical amadora e o aprofundamento da experiência musical individual. Após um período de preparação de cerca de três meses, os coralistas selecionados juntam-se para ensaiar com o Coro e a Orquestra Gulbenkian, experiência que culminará com atuações publicas no palco do Grande Auditório.

Met Opera Live in HD

Met Opera Live in HD

Ver e ouvir a dilacerante paixão de Tatiana, em Evgeny Onegin, ao escrever a carta para o seu amado, na voz da soprano Anna Netrebko? Assistir ao amor condenado de Violetta e Alfredo em La traviata, como se ele acontecesse mesmo à nossa frente? Tornou-se já um clássico da programação da Gulbenkian Música a transmissão em direto, em grande ecrã e alta definição, dos momentos altos da temporada da Metropolitan Opera House, em Nova Iorque, numa série premiada e que permite ao público o contacto com as mais notáveis produções de ópera do nosso tempo.

Músicas do Mundo

Músicas do Mundo

Daniel Barenboim, Edward W. Said e Jordi Savall contam-se entre aqueles que sempre acreditaram que a música pode ser um meio eficaz na aproximação entre os povos e na resolução de conflitos. É essa descoberta do outro através da sua tradição musical e da sua cultura que nos propõe o ciclo Músicas do Mundo, através de visitas mais próximas às canções brasileiras de Adriana Calcanhotto e de Chico Buarque (cantado por António Zambujo), alinhadas com o ativismo exemplar de Angélique Kidjo, uma das grandes vozes de África, ou reveladoras do transcendente canto sufi do paquistanês Asif Ali Khan.

Jazz em Agosto

Jazz em Agosto

Desde 1984 que o Jazz em Agosto traz à Fundação Gulbenkian uma mostra das propostas mais criativas e inovadores do jazz e da música improvisada. Em vez de apenas programar com os olhos no passado e na riqueza de um género musical que alterou a história da música no século XX, o festival tornou-se uma referência no apontar de novos caminhos e na identificação de novas vozes que reformulam esta linguagem na contemporaneidade. Por aqui, entre muitos outros, passaram os seminais Sun Ra, Cecil Taylor, Ornette Coleman ou Art Ensemble of Chicago, mas também as novas propostas de John Zorn, Mats Gustafsson ou Peter Evans.

Artista na Cidade

Artista na Cidade

A terceira edição do Artista na Cidade 2016, bienal dedicada à apresentação de diversas propostas artísticas de um artista estrangeiro, numa iniciativa única no panorama nacional e internacional, volta a ganhar destaque no último trimestre de 2016. Esta edição do Artista na Cidade trouxe a Lisboa o bailarino e coreógrafo congolês Faustin Linyekula. Em novembro, será apresentado no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian o espetáculo More more more future, uma metáfora para o conjunto do trabalho político e artístico desenvolvido por Faustin Linyekula: um grito sobre a miséria, a fome, o Estado falido em que se encontra o seu país e um apelo a mais (e melhor) futuro.