Boris Godunov

Met Opera in HD

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Nesta segunda transmissão do ciclo Met Opera Live em HD, deixamo-nos levar por René Pape no papel de Boris Godunov, um czar entalado entre a ambição desmedida e a paranóia paralisante, na ópera obrigatória que Mussorgsky dedicou a esta figura histórica.


Programa

New York Metropolitan Opera Orchestra
Sebastian Weigle Maestro
Stephen Wadsworth Encenação
Ferdinand Wögerbauer Cenografia
Moidele Bickel Figurinos
Duane Schuler Desenho de Luzes
Steve Rankin Encenação de Luta

David Butt Philip Tenor
Maxim Paster Tenor
Aleksey Bogdanov Barítono
René Pape Baixo
Ain Anger Baixo
Ryan Speedo Green Baixo-Barítono

Por ordem de entrada em cena:

Will Liverman Charles
Angel Blue Destiny, Loneliness, Greta
Latonia Moore Billie
Walter Russell III Char’es-Baby
Cheikh M’Baye William
Oleode Oshotse Nathan
Ejiro Ogodo James
Judah Taylor Robert
Ryan Speedo Green Tio Paul
Norman Garrett Capataz
Terrence Chin-Loy Depenador de galinhas
Briana Hunter Ruby
Chauncey Packer Spinner
Denisha Ballew Verna
Marguerite Mariah Jones Lovely (jovem)
Chris Kenney Chester
Cierra Byrd Bertha
Donovan Singletary Pastor
Briana Hunter Mulher pecadora
Calvin Griffin Robert adulto
Terrence Chin-Loy William (adulto)
Errin Duane Brooks Nathan (adulto)
Norman Garrett James (adulto)
Brittany Renee  Evelyn
Donovan Singletary Kaboom
David Morgans Sanchez Pledge
Chase Taylor Nash
Mulheres Denisha Ballew, Christine Jobson, Jasmine Muhammad, Kimberli Render, Nicole Mitchell, Karmesha Peake

 

Modest Mussorgsky (1839 – 1881)
Boris Godunov
Ópera em sete cenas

Libreto do compositor, baseado na tragédia histórica de Alexander Pushkin

Russia, entre 1598 e 1605

Cena I
Boris Godunov retirou-se para o Mosteiro Novodievichy, perto de Moscovo. A polícia de Streltsy força uma multidão a implorar que Boris se torne czar da Rússia. O boiardo Shchelkalov comunica que Boris recusa o trono e lamenta a miséria insolúvel da Rússia. Uma procissão de peregrinos pede ajuda a Deus. Streltsy avisa a multidão para estar no Kremlin na manhã seguinte, pronta para aplaudir.

CENA II
No dia seguinte, os sinos de Moscovo anunciam a coroação de Boris. O novo czar, dominado pelo medo e pela melancolia, implora a Deus que o olhe com benevolência. Boris convida o povo para uma festa. As pessoas aplaudem.

CENA III
No mosteiro de Chudov, o monge Pimen escreve o último capítulo da sua história da Rússia. O noviço Grigory acorda de um pesadelo e expressa o seu desalento por não ter experimentado a glória na guerra e na sociedade. Questiona Pimen sobre o Czarevich Dimitri, herdeiro legítimo do trono de Boris. Pimen relata os eventos do assassinato de Dimitri (os assassinos implicaram Boris antes de morrer) e menciona que o Czarevich teria a idade de Grigory. Sozinho, Grigory decide fugir do claustro e condenar Boris proclamando que este “não escapará ao julgamento dos homens ou de Deus!”

CENA IV
Agora numa missão para expor Boris e proclamar-se a si próprio como Czarevich Dimitri, Grigory tenta entrar na Lituânia onde espera encontrar apoio para a sua causa. Encontra-se com dois monges mendicantes, Varlaam e Missail, num albergue perto da fronteira, e usa-os como cobertura. Assim que pede informações sobre a fronteira à anfitriã, e esta o avisa que é fortemente patrulhada, um oficial de polícia entra na pousada com um mandado de prisão para Grigory. O oficial é analfabeto, o que permite a Grigory ler o mandado, mas substituindo a sua descrição pela de Varlaam. No enatnto, Varlaam sabe ler. Grigory escapa, perseguido por Streltsy.

CENA V
Nos aposentos de Boris, a sua filha lamenta a morte do noivo. Boris consola-a com ternura, conversa intimamente com seu filho sobre a herança do trono, depois reflete sobre si próprio e sobre a sua tristeza inconsolável: tudo o que fez pelo seu povo parece ter corrido mal, sendo culpado por tudo após o assassinato do Czarevich. Shuisky, um boiardo poderoso, traz notícias de um pretendente ao trono russo, apoiado pela corte polaca e pelo Papa. Quando Boris descobre que o pretendente afirma ser Dimitri fica profundamente abalado. Shuisky tranquiliza-o novamente, insistindo que o verdadeiro Czarevich foi de facto morto e conta que viu o corpo do menino após o seu assassinato – durante três dias não havia nenhum sinal de decomposição, apenas um brilho misterioso. Shuisky vai-se embora e Boris deixa-se levar pelo terror, imaginando ver o fantasma de Dimitri. Dilacerado pela culpa e pelo arrependimento, reza por perdão.

CENA VI
No exterior da Catedral de São Basílio, em Moscovo, camponeses famintos questionam se o Czarevich Dimitri ainda vive quando chega a notícia de que as suas tropas estão próximas. Um grupo de crianças atormenta um Santo Tolo e rouba o seu último copeque. Quando Boris e a sua comitiva saem da catedral para distribuir esmolas, o Santo Tolo pede a Boris que mate as crianças da mesma forma que matou Dimitri. Shuisky ordena que o Santo Tolo seja preso, mas Boris pede ao seu acusador para orar por ele. O Santo Tolo recusa-se a interceder por um assassino. Quando a comitiva de Boris passa e as pessoas se dispersam, o Santo Tolo lamenta o futuro sombrio da Rússia.

CENA VII
Na Duma, o conselho de boiardos decretou uma sentença de morte ao pretendente. Shuisky chega com um relato das alucinações de Boris com o Czarevich assassinado. Boris entra repentinamente, desorientado e gritando pela criança morta. Quando ele recupera a compostura, Shuisky traz Pimen perante a Duma. Pimen conta a história de um homem que foi curado de cegueira enquanto orava no túmulo de Dimitri. Boris colapsa. Manda os boiardos embora, clamando pelo seu filho. Nomeando-o herdeiro do trono, despede-se dos seus filhos com amor e morre.

 


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