• 2011
  • Fotografia, Serigrafia a cores e Pastel de óleo
  • Inv. 11E1639
  • Instalação
  • Arte Portuguesa

Didier Fiuza Faustino

Future will be a remake

Artista ou arquiteto. Arquiteto e artista. Este binómio percorre toda a obra e postura de Didier Fiuza Faustino e com o decorrer dos anos e da sua prática torna-se claro que ele não está interessado em definir se é uma coisa ou outra, mas antes trabalhar no interstício de ambos os territórios e práticas.

 

Future will we a remake resultou de uma exposição individual do artista no CAM Fundação Calouste Gulbenkian em 2011 e é o que comumente designamos como uma instalação site-specific, ou seja, uma obra criada para um determinado sítio, no caso o espaço que antecede a entrada para as salas de exposições temporárias e polivalente do museu.

 

A intervenção consiste num desenho no chão a pastel de óleo preto que une as duas colunas estruturais desta zona do edifício: uma espécie de linha de Moebius contínua, sem começo nem fim, sem passado nem futuro, uma espécie de jogo da macaca interminável que convida o espectador a saltar de número em número, num duplo círculo, que se completamente ativado e percorrido criaria seguramente uma sensação de desorientação senão mesmo de tontura e de perca de coordenadas. O título é igualmente desorientador e desconcertante: «Future will we a remake», refazer o futuro. Como é que se pode repor, ou refazer, o que ainda não aconteceu?!

 

Desorientação versus transparência, fragilidade, tontura, bater contra a coluna – ideias, estados, sentidos, movimentações em potência que Future will we a remake instaura. Sobre esta obra Faustino escreveu o seguinte: «Future will be a remake is a game that invites people to appropriate architecture through the act of play. Drown on the floor, an endless hopscotch creates a new trajectory enabling the body to a temporary and unusual occupation of space. In the basic hopscotch, life is seen as a simple ascension from the earth to sky, from hell to paradise. A game where life is ending in the rest frame, a simplification made in fake innocence. Once the visitor takes a step in the new version of the hopscotch, his body is taken into the infinity of roving. Life is fast and asks for infinite mobilization. Through repetition of an hypnotic movement, the visitor lets himself to enter a mental world, a new space with infinite dimensions. No more earth, no more sky, no more up and down. Only a virtual area physically travelled».

 

Isabel Carlos

 

Abril de 2013

 

 

TipoValorUnidadesParte
Altura43cmfotografia
Largura60cmfotografia
Altura76cmserigrafia
Largura107cmserigrafia
TipoAquisição
Data24 de Novembro de 2011
Não Confiem nos Arquitectos - Didier Faustino
CAM/FCG
Curadoria: Isabel Carlos
14.01.2011 a 03.04.2011
CAM - Sala de Exposições Temporárias e Sala Polivalente
Atualização em 23 Janeiro 2015