Novas obras em exposição na Coleção Moderna

A primeira reapresentação da Coleção Moderna em 2018 abre ao público com novas propostas em três núcleos da escultura, com novos filmes e com a renovação de um conjunto de publicações e livros de artista.

No piso térreo, o hall e a nave recebem a instalação quási efémera da artista Ana Vieira (1940-2016), Ocultação/Desocultação, de 1978, uma obra para dois espaços, pensada e apresentada nesse mesmo ano na Galeria Quadrum, em Lisboa. Adquirida em 2017, o projeto Ocultação/Desocultação vem reforçar o núcleo de obras desta artista na Coleção Moderna.

O núcleo dedicado à escultura e à estatuária do Estado Novo, produzidas entre os anos de 1920 e de 1940, com pontuações nos anos de 1950 e 1960, é reforçado com um conjunto de obras da coleção do Centro de Artes – Município das Caldas da Rainha. Apresentam-se obras dos escultores Barata Feyo, Leopoldo de Almeida e António Duarte, baixos-relevos, maquetes e modelos definitivos em gesso realizados maioritariamente no contexto de encomendas públicas. São disso exemplo Nossa Senhora de Fátima(1938) de Leopoldo de Almeida, realizada para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Lisboa, Cabeça de Cavalo Marinho(1940) de António Duarte para a Praça do Império em Lisboa, e ainda Figura Decorativa(1954) executada por Barata Feyo no contexto do concurso para o Monumento da Praça D. João I no Porto.  

O núcleo de obras dedicado aos anos de 2000 e 2010 é renovado de forma a integrar seis novas aquisições, todas de 2017, apresentando trabalhos dos artistas Ana Jotta, Carlos Bunga, Claire de Santa Coloma, Diogo Pimentão e Nuno Sousa Vieira, e um trabalho de carácter mais histórico (anos de 1980) de Maria José Oliveira, em exposição na proximidade de outros da mesma época. Obras de Lourdes de Castro, Emília Nadal, Fernando Calhau e Francisco Tropa completam esta nova apresentação da coleção, num arco temporal que vai de 1962 a 2005. No núcleo dedicado aos filmes posteriores a 2000, o ciclo Memórias da Guerra, que está a ser apresentado desde o início do ano na segunda sala de entrada, é agora substituído pelo ciclo O Mundo da Arte, com obras de Bruno Pacheco, Rui Calçada Bastos e Gabriel Abrantes.

No piso inferior, renovam-se algumas revistas das primeiras décadas do século XX, como as publicações de efémera duração Sphinx(dir. arquiteto Cottineli Telmo), Exilio e Folhas de Arte (dir. Augusto de Santa-Rita), e mostram-se a primeira edição e seguintes da obra de Raul Lino A nossa casa: apontamentos sobre o bom gosto na construção das casas simples. Para a década de 1960, existe agora uma mais significativa representação do movimento da poesia visual, com a revista Hidra(dir. Ernesto de Melo e Castro), o 2ºCaderno antológico da Poesia Experimentale o catálogo Visopoemas. Finalmente, mostra-se ainda uma nova seleção de livros de artista, com obras de Susana Mendes Silva e Alice Geirinhas, Carla Filipe, Susanne Themlitz e António Júlio Duarte, entre outros.