Árvore Jogo/Lúdico em Sete Imagens Espelhadas

Instalação na Coleção Moderna

«Se há um elemento natural com o qual eu esteja em relação profunda desde o tempo em que tenho memória sobre mim, é a árvore.» A.C.

Autor de Notas para um Manifesto de Arte Ecológica, escritas entre 1968 e 1972, onde defendeu uma visão antropológica da produção artística, numa estreita dependência à terra, à natureza, com particular lugar para as árvores, e também uma aproximação às filosofias orientais, Alberto Carneiro foi pioneiro da Land Art e da Arte Povera em Portugal, e um dos mais importantes escultores portugueses da segunda metade do século XX. Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou Escultura na St. Martin’s School of Art, Londres, com Antony Caro e Phillip King, entre 1968 e 1970. A sua obra tem vindo a ser exposta regularmente mas carece de maior difusão nacional e, sobretudo, internacional.

Em Árvore Jogo/Lúdico em Sete Imagens Espelhadas, Alberto Carneiro conjuga um elemento natural – uma oliveira recolhida num campo de árvores desenraizadas – com o barro, enquanto elemento primordial utlizado pelo homem, e chapas de aço, produzidas industrialmente, cujo efeito de espelho as situa como limite e prolongamento do espaço da instalação. Nesta obra, vemos um enunciado claro da proposta estética de Alberto Carneiro que conjuga os diferentes materiais, desenhando no chão da galeria com os pequenos galhos da árvore a realidade espelhada.

Esta instalação foi apresentada na Galeria Quadrum, Lisboa, em outubro/novembro de 1975, entre um conjunto significativo de outras obras dos anos de 1970. Foi refeita pelo artista em 2009, para a exposição Anos 70 Atravessar Fronteiras, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.