10 Julho 2020

A Antiguidade revisitada. O gosto pelas gemas

A partir de julho, a vitrina dedicada aos livros do século XVIII recebe uma nova apresentação em torno do interesse dos colecionadores pela Antiguidade, mais precisamente pela arte de gravar pedras preciosas. Além dos habituais exemplares da arte do livro, poderá encontrar uma seleção de gemas adquiridas por Calouste Gulbenkian.

«Choix de pierres antiques gravées du cabinet du Duc de Marlborough», ilustrações de Giovanni Battista Cipriani, gravadas por Francesco Bartolozzi. Londres : [edição de 50 exemplares impressos para o Duque de Marlborough], 1786, 2 volumes. Coleção do Fundador

O interesse dos colecionadores do século XVIII pela Antiguidade levou a que reunissem extraordinários conjuntos de objetos, o que viria a permitir o seu estudo, interpretação e registo em tratados e em catálogos profusamente ilustrados.

Embora a escultura tenha desempenhado o papel principal, os colecionadores não deixaram de olhar para a numismática, para a medalhística e para a glíptica (arte de gravar pedras preciosas – gemas). No caso das gemas, a riqueza dos materiais e a sua pequena escala tornaram-nas objetos muito cobiçados, embora apenas acessíveis a uma elite muito exclusiva. O gosto pelas gemas antigas levou a que fossem montadas em anéis e outros adornos, permitindo a sua utilização. Para quem não as pudesse adquirir restava colecionar os moldes de gesso.

 

Nesta vitrina encontramos um conjunto de estampas gravadas por Madame de Pompadour, favorita de Luís XV, rei de França, que reproduzem gemas da coleção real, o tratado de Pierre-Jean Mariette, sobre pedras gravadas da mesma coleção, e os dois volumes do catálogo da importante coleção de gemas do duque de Marlborough, proveniência de três das gemas adquiridas por Calouste Gulbenkian.