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Eu não evoluo, viajo

José Escada retrospetiva

Quando

Até Seg, 31 outubro 2016
10:00 até 18:00

Encerra às terças, 1 de janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro

Onde

Coleção Moderna – Galeria 1
R. Dr. Nicolau Bettencourt, Lisboa
217 823 474
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Bilhetes

5€

A Coleção Moderna apresenta a primeira exposição retrospetiva dedicada ao pintor José Escada (Lisboa, 1934-1980), dando a conhecer um artista que desenvolveu uma obra singular, num vai e vem constante entre abstração e figuração, e que atravessa a pintura, o desenho, as colagens e os relevos recortados, a ilustração e a realização de murais, pintados e esgrafitados.

José Escada inicia o seu percurso artístico em meados da década de 1950, um começo muito prometedor e ativo, que é igualmente marcado por colaborações com arquitetos, muitas no contexto do Movimento de Renovação da Arte Religiosa (MRAR), e pela colaboração em revistas e jornais, quer como ilustrador, quer através de uma  interessante produção de textos críticos sobre a arte contemporânea e o ensino artístico em Portugal.

Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, entre 1960 e 1961, Escada intensifica naquela cidade as suas pesquisas em torno da abstração, confirmando ainda a sua ação no contexto do grupo KWY, com os portugueses René Bértholo e Lourdes Castro, António Costa Pinheiro, Gonçalo Duarte, João Vieira e os internacionais Christo e Jan Voss.

O período parisiense, que se prolongará até 1971, a maior e mais ativa fase criativa do artista, será ainda o palco para a criação de uma figuração densa e complexa, de figura recortada, que o levará até aos recortes e às colagens tridimensionais, algumas de gosto Pop. Os anos de 1970 ficarão ligados à intensificação de uma pesquisa em torno da representação do corpo – acometido, oprimido e, por fim, libertado –, um corpo político que faz corpo com a história de um País que, em 1974, se liberta de um regime ditatorial.

Já no fim da década, nas vésperas da sua morte prematura, a obra de José Escada tenderá a centrar-se em trabalhos mais figurativos e autobiográficos, verdadeiros testemunhos de uma condição simultaneamente trágica e poética do homem e da sua obra.  

Curadoria: Rita Fabiana

 

Saber mais sobre a exposição

 

Eventos relacionados:

 

À conversa com a curadora Rita Fabiana e com a convidada Giulia Lamoni

Sábado, 15 de outubro, às 16h00

 

Visitas orientadas

Quartas-feiras e sábados, 12 e 29 de outubro, às 15h00

Domingo, 11 de setembro, às 11h00

 


Mecenas da Exposição

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