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Caco, João, Mava e Rebecca. From Nothing to Something to Something Else, part 2

Um projeto de Manon de Boer

Quando

16 maio 2019 – 19 maio 2019
10:00 até 18:00

No dia 17, o evento decorre até às 20:00

Onde

Coleção Moderna – Sala Polivalente
R. Dr. Nicolau Bettencourt , Lisboa
(+351) 217 823 474
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Bilhetes

Entrada Livre

No cruzamento entre a programação de exposições, a intervenção educativa e o formato workshop, o Museu apresenta na Sala Polivalente um projeto da artista Manon de Boer (Kodaikanal, Índia, 1966; vive em Bruxelas), que tem como questão central os processos informais de aprendizagem nas áreas artísticas da música e da dança, envolvendo um grupo de jovens portugueses com idades entre os 16 e os 20 anos. Esta colaboração com o Museu é o segundo momento de uma obra em três partes, iniciada em 2017 em Inglaterra com estudantes de música. A primeira parte desta trilogia, já realizada, intitulada Bella, Maia and Nick, foi filmada na Cornualha e mostra três estudantes (entre os 15 e os 17 anos) em improvisação, explorando com os seus instrumentos diferentes sons e melodias, num ato de criação e liberdade. Para a segunda parte, Manon de Boer filmou um grupo de jovens portugueses que improvisam com dança e movimento, registando os seus processos criativos, de experimentação e erro. Para a artista, este projeto mostra o seu fascínio pelos momentos em que o tempo e a liberdade permitem criar e explorar, fazendo nascer qualquer coisa a partir de coisa nenhuma, permitindo transformar a experimentação em criação. Durante quatro dias, em maio, será feita uma breve apresentação deste projeto, bem como uma antevisão do filme. Em janeiro de 2020, a Fundação apresentará uma exposição de Manon de Boer com a trilogia completa.

 

Manon de Boer concluiu a sua formação artística na Akademie Van Beeldende Kunsten, em Roterdão e na Rijksakademie van Beeldende Kunsten, em Amesterdão. Recorrendo a leituras pessoais e à interpretação musical, quer como método quer como tema, de Boer explora as relações entre linguagem, tempo e dogmas, de forma a produzir uma série de retratos fílmicos,onde o filme, enquanto suporte, é constantemente interrogado. Noções como «idiorrythmie» – um ritmo que é irregular, singular e objetivo – de Roland Barthes ou «reverie» – um momento de ação suspensa, distração e deriva– de Marion Milner sustentam a pesquisa atual de de Boer baseada na observação das condições necessárias para a criação.

O seu trabalho tem sido exposto internacionalmente na Bienal de Veneza (2007), na Bienal de Berlim (2008), na Bienal de São Paulo (2010), na Documenta (2012) e na Bienal de Taipé(2016), tendo sido tambémincluído em vários festivais de cinema em Hong Kong, Marselha, Roterdão e Viena. A sua obra foi objeto de exposições monográficas, em instituições como: Witte de With,Roterdão (2008), Frankfurter Kunstverein (2008), South London Gallery (2010), Contemporary Art Museum of St Louis (2011), Museum of Art Philadelphia (2012), Van Abbemuseum, Holanda (2013), Association of Visual Artists/Vienna Secession (2016), e no âmbito do projeto Groundwork – international art in Cornwall, Reino Unido (2018).

 

Programação complementar 

 

À conversa com a artista e convidados:
Manon de Boer, Caco, João, Mava, Rebecca e Theresa Gladow
Sábado, 18 de maio, 18:30
Integrado na programação do Dia Internacional dos Museus
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