Sobre a Coleção

Após a sua criação, em 1956, a Fundação Calouste Gulbenkian começou a apoiar, de diferentes modos, artistas e atividades culturais, sobretudo em Portugal mas também no estrangeiro, em países como o Reino Unido ou o Iraque. Esta internacionalização precoce relacionava-se com o facto de Calouste Gulbenkian ter sido cidadão britânico cuja fortuna provinha da emergente indústria petrolífera na região do Golfo.

Após a inauguração deste edifício, em 1983, a Fundação começou a reunir uma Coleção Moderna no verdadeiro sentido da palavra, e é essa coleção que é aqui apresentada, ao longo dos três principais pisos do edifício. Inevitavelmente, a coleção é mais representativa na segunda metade do século XX, sobretudo após 1983. A arte portuguesa está, no entanto, representada desde o início do século XX, e é esta amplitude temporal que aqui mostramos, reforçada por alguns empréstimos de outras coleções.

A linha temporal desenvolvida no piso inferior propõe uma introdução à história de Portugal ao longo do século passado, acompanhada por material documental impresso da Biblioteca de Arte, que permite mapear a cambiante cena cultural. As mostras de pintura e escultura, nos pisos superior e térreo, seguem a mesma trajetória, começando no início do século XX e trazendo-nos até à atualidade. No contexto desta nova apresentação, a seleção de obras é rotativa ao longo do tempo, refletindo diferentes aspetos da coleção, diversas leituras e novas aquisições. Esperamos que tenham a oportunidade de nos acompanhar nesta viagem.