22 Maio 2020

Xá Jahan

Partilhamos semanalmente uma história sobre a Coleção do Fundador. O mês de maio é dedicado às histórias de reis e rainhas.

Página caligrafada por Mir ‘Ali, «Álbum do Falecido Xá Jahan» (pormenor). Caligrafia: Pérsia ou Bucara, período safávida, c. 1505-1545. Iluminação e bordas: Índia, período mogol, c. 1650-1658. Coleção do Fundador

Xá Jahan governou o Império Mogol entre 1628 e 1658. Durante o seu reinado, o império atingiu o auge da glória, fazendo de Xá Jahan um dos seus mais importantes imperadores. Um dos filhos do 4.º imperador mogol Jahangir, Xá Jahan lutou pelo trono numa guerra de sucessão após a morte do pai, saindo vencedor.

O seu reinado ficou conhecido por grandes inovações no campo da arquitetura, tendo sido responsável pela construção de vários monumentos, entre os quais o famoso Taj Mahal, na cidade indiana de Agra. Este imponente mausoléu em mármore foi erigido como túmulo da esposa favorita do imperador, Mumtaz Mahal, encerrando também o túmulo de Xá Jahan. Outros importantes edifícios, como o Forte Vermelho, em Deli, na Índia, ou a mesquita de Wazir Khan, em Lahore, no Paquistão, foram erguidos a mando do imperador.

Os feitos de Xá Jahan foram imortalizados em pinturas e em álbuns, atualmente dispersos por vários museus internacionais, como acontece também com alguns dos seus objetos pessoais. O imperador inspirou igualmente muitos artistas, como Rembrandt, que realizou uma série de desenhos representando as cortes mogóis, entre os quais se encontram retratos de Xá Jahan.  

Em 1927, Calouste Gulbenkian comprou um jarro de jade branco que se tornaria um dos ex-líbris da sua coleção, não só pelo material único, como pela sua forma. O jarro fazia parte de um conjunto de 12 peças e foi concebido entre 1417 e 1449, durante o período em que reinou Ulugh Beg. Este jarro passou de mão em mão: Jahangir adquiriu-o e gravou o seu nome, deixando-o posteriormente ao seu filho Xá Jahan, que fez o mesmo.

Uma outra obra relacionada com o imperador integra a coleção. Trata-se de uma página caligrafada por Mir’Ali, um famoso calígrafo iraniano do século XVI, parte de uma série de álbuns coletivamente denominados «Álbum do Falecido Xá Jahan». 


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