Art Déco, 1925

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A evocação do período «Art Déco» em França, através daExposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas de 1925, é amplamente justificada pelo confronto entre um modernismo moderado e uma vertente de cariz mais revolucionário que caracteriza as Portas dos Pavilhões e o vocabulário formal dos decoradores de então. Os sete meses em que a exposição internacional esteve patente ao público permitiu salientar uma dualidade latente que veio a caracterizar as artes decorativas até à Segunda Guerra Mundial.  O objectivo primordial daquela Exposição, definido pela sua Comissão Organizadora num relatório de 1915, excluía toda e qualquer referência à tradição. No plano formal, esta iniciativa deveria manifestar-se exclusivamente através da «Arte Moderna», de uma espécie de «Renascimento» artístico que, do ponto de vista social, produziria uma resposta «tanto às necessidades mais modestas como aos caprichos do luxo».  Paradoxalmente, a partir do estudo das obras apresentadas nos diversos Pavilhões franceses – mobiliário, objectos de artes decorativas, pintura e escultura – resulta um conjunto diversificado onde coabitam um modernismo muito particular e um neoclassicismo dominante, mais exuberante que despojado. O objectivo da exposição, a apresentar na Fundação Calouste Gulbenkian, comissariada por Chantal Bizot e Dany Sautot, especialistas convidadas, assenta nesta ambiguidade – uma «unidade singular» – reunindo apenas trabalhos dos melhores artistas e das mais destacadas manufacturas e ateliês seleccionados para a Exposição de 1925. Muitas das obras aí patentes integram a mostra que agora se apresenta, como por exemplo o grupo escultórico de Janniot, A Primavera, concebido expressamente para o Pavilhão Ruhlmann (Hôtel d’un riche Collectionneur), adquirido por Calouste Gulbenkian em 1939.  Estarão presentes peças de mobiliário de Ruhlmann, Leleu, Groult e Dunand, ourivesaria Christofle, jóias de Van Cleef & Arpels, Cartier, Chaumet e Boucheron, cerâmicas de Jourdain e Braquemond, porcelanas de Rapin, pinturas de Le Corbusier, Léger e Laurencin, esculturas de Janniot e Joseph Bernard, vidros Baccarat e de Lalique, têxteis de Dufrêne e Miklos, e ainda livros ilustrados e encadernados (Schmied, Dunand e Legrain), provenientes de colecções públicas e privadas estrangeiras, maioritariamente francesas, e também nacionais, incluindo a Colecção Calouste Gulbenkian. Entre o mito da tradição e a procura do progresso, a cenografia da exposição permitirá uma leitura estilística das obras procurando realçar semelhanças e antagonismos. O catálogo, reproduzindo todas as peças, contará com textos que se pretendem de referência. A exposição vai permitir conhecer melhor um período artístico referencial e de grande aceitação e curiosidade junto do público.

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