Prémio Vasco Vilalva

Candidaturas abertas até 14 de novembro

 

10.ª edição – Distinção para a recuperação e valorização do património

No valor de 50 mil euros, a décima edição do Prémio Vasco Vilalva apresenta uma novidade no regulamento em relação aos anos anteriores, ao privilegiar uma área de intervenção particular. Nesta edição, referente a 2016, o tema em destaque será os Jardins, não estando excluídas, no entanto, candidaturas de projetos referentes a outros bens móveis e imóveis. A partir deste ano o Prémio passará também a homenagear a viúva de Vasco Vilalva, recentemente desaparecida.

Candidaturas abertas de 15 setembro até 14 de novembro 2017 (nova data).

 

Consultar o Regulamento

 

As candidaturas devem ser enviadas por carta:

Prémio Vasco Vilalva
Fundação Calouste Gulbenkian
Secretaria do Conselho de Administração
Avenida de Berna, 45 A
1067-001 Lisboa
sconselho@gulbenkian.pt

 

Perguntas Frequentes

O Prémio Vasco Vilalva foi criado pelo antigo Serviço de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, em 2005. É um prémio anual destinado a distinguir um projeto de excelência na área da conservação, recuperação, valorização ou divulgação do património cultural português, imóvel ou móvel.

Vasco Maria Eugénio de Almeida, Conde de Vilalva, também conhecido como Vasco Vilalva, foi uma personalidade de fortes convicções cristãs e humanistas, vocacionada para a filantropia e o mecenato, sensível a preocupações educativas, sociais e à valorização do património cultural. Vasco Vilalva foi também o anterior proprietário do Parque Santa Gertrudes, onde atualmente está edificada a sede e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em sentido amplo, entende-se por bens culturais imóveis o património edificado ou construído, aqueles bens que pertencem às categorias de monumento, conjunto ou sítio (conforme a Lei nº 107/2001, de 8 de setembro, Lei de Bases do Património Cultural).

São bens culturais móveis aqueles que constituem espécies artísticas, etnográficas, científicas e técnicas, bem como espécies arqueológicas, arquivísticas, audiovisuais, bibliográficas, fotográficas, fonográficas e ainda quaisquer outras que venham a ser consideradas pela legislação de desenvolvimento (conforme a Lei nº 107/2001, de 8 de setembro, Lei de Bases do Património Cultural).

A Fundação Calouste Gulbenkian decidiu que poderá ser dada ênfase em cada ano a um determinado tipo de bens patrimoniais. Mantendo a abertura a candidaturas de projetos e intervenções em bens imóveis e móveis, nesta edição do Prémio foi decidido dar ênfase a projetos relacionados com jardins.

A decisão de atribuição do Prémio Vasco Vilalva será da responsabilidade do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, com base numa proposta elaborada pela Comissão de Avaliação do Prémio Vasco Vilalva.

São elegíveis projetos:

  • que se reportem a bens imóveis e móveis de inquestionável valor cultural;
  • que apresentem um projeto de inserção e reutilização sempre que se verificar uma alteração da função do bem em causa;
  • que evidenciem uma liderança técnica reconhecida;
  • que não sejam propriedade ou tutela do Estado.

Quais são os critérios de avaliação das candidaturas? Aquando da avaliação das candidaturas, é obrigatório:

  • que as candidaturas valorizem e salvaguardem um bem de reconhecido valor cultural;
  • que tenham uma aplicação criteriosa de recomendações e boas práticas;
  • que evidenciem um efeito demonstrativo que permita fomentar o interesse na recuperação do património Português.

Poderão candidatar-se ao Prémio Vasco Vilalva:

  • os possuidores, proprietários ou titulares de outros direitos reais de gozo sobre os bens em causa;
  • os promotores das intervenções;
  • as equipas técnicas responsáveis pela execução dos projetos.

Na prática os candidatos podem ser pessoas singulares, individualmente ou em grupo, ou pessoas coletivas privadas.

Não. Poderão ser apresentadas candidaturas relativas a:

  • projetos de intervenção;
  • intervenções em curso;
  • intervenções concluídas, no ano a que se reporta o Prémio.

O valor do Prémio Vasco Vilalva é de 50.000€.

A comunicação da atribuição do Prémio será da responsabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian mediante o envio de uma comunicação escrita ao vencedor e aos outros candidatos.

O Prémio Vasco Vilalva será entregue numa cerimónia pública organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian, em articulação com o vencedor, em dia e local a anunciar.

Devido à diferente natureza das candidaturas e tipologia de bens culturais a que estas se podem reportar, não existe um formato específico ou formulário de candidatura. No entanto, os projetos apresentados devem evidenciar, por escrito, o cumprimento dos critérios de elegibilidade e de avaliação constantes no regulamento, e a identificação e os curricula das equipas dos projetos. As candidaturas devem ser apresentadas em suporte físico, em cinco exemplares, ao cuidado de:

Secretaria do Conselho de Administração Fundação Calouste Gulbenkian Av. de Berna, 45 A 1067-001 Lisboa

No caso de os candidatos quererem adicionar à candidatura maquetes ou outras componentes ilustrativas e/ou visuais, de grande dimensão, dos projetos candidatos, um exemplar será suficiente para efeitos de avaliação.

Em 2017, a data limite de entrega das candidaturas é terça-feira, dia 14 de novembro.

 

O prémio

Em homenagem a Vasco e Maria Teresa Vilalva, mecenas a quem o país muito deve na área da recuperação e da valorização do Património, a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu criar um prémio anual com o seu nome, destinado a assinalar intervenções exemplares em bens móveis e imóveis de valor cultural que estimulem a preservação e a recuperação do Património.

O Prémio Vilalva foi criado pela Fundação Calouste Gulbenkian, tendo sido atribuído pela primeira vez em 2007, ao projeto de Tratamento e Divulgação da Biblioteca da Casa Sabugosa e São Lourenço, em Lisboa.