Nova Pintura em França. Práticas e Teorias

Exposição de itinerância internacional, onde foi apresentado um conjunto de 54 pinturas, produzidas por artistas como André Valensi, Claude Viallat, Daniel Dezeuze, Jean-Pierre Pincemin, Noël Dolla e Vincent Bioulès, com novas linguagens plásticas e articuladas com a teorização da crítica francesa contemporânea.
Internationally circulating exhibition presenting a selection of 54 paintings, from the likes of artists such as André Valensi (1947-1999), Claude Viallat (1936), Daniel Dezeuze (1942), Jean-Pierre Pincemin (1944-2005), Noël Dolla (1945) and Vincent Bioulès (1938). New artistic expressions complementing contemporary French critical theory were reflected in the works on display.

Exposição itinerante, centrada na prática, mas também nos aspetos teóricos e sociológicos da pintura de dez artistas franceses, cuja apresentação em Portugal foi comissariada por Georges Boudaille, crítico de arte francês e diretor da Bienal de Paris. Esta mostra contou com a organização da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), assumida pelo seu Serviço de Exposições e Museografia, com o patrocínio da Association Française d’Action Artistique e com a colaboração da Embaixada de França em Portugal.

A passagem desta exposição por Portugal fez-se em dois momentos: primeiramente, pela sua apresentação em Lisboa, na Galeria de Exposições Temporárias da FCG (piso 0), e posteriormente no Porto, na galeria da Cooperativa Árvore.

Foi exposto um conjunto de 54 pinturas e instalações dos artistas André Valensi (1947-1999), Bernard Pagès (1940), Christian Jaccard (1939), Claude Viallat (1936), Daniel Dezeuze (1942), Jean-Michel Meurice (1938), Jean-Pierre Pincemin (1944-2005), Noël Dolla (1945), Patrick Saytour (1935) e Vincent Bioulès (1938).

O título da exposição é elucidativo do caráter ensaístico que a determina, sendo o catálogo reflexo dessa dimensão teorizante sobre as novas práticas da pintura em França, para a qual contribuíram os textos de Catherine Millet, Bernard Ceysson e Jacques Beauffet.

Na opinião do crítico e historiador de arte José-Augusto França, tratou-se «de uma das mais importantes exposições internacionais que a Fundação Calouste Gulbenkian recebeu nas suas galerias, na medida em que forneceu informação actualizada sobre uma das correntes da criação contemporânea» (França, Colóquio/Artes, jun. 1975, p. 75).

O crítico referiu-se ainda à importância das pesquisas destes artistas, próximos do movimento Support/Surface, pelo questionamento do tradicional entendimento entre pintura e escultura: «O possível pictural (tal como o possível escultórico) são vistos em função de novas “bases”, não imagéticas nem objectuais, […] mas físicas, em si próprias consideradas, como elemento negável.» (Ibid.)

Para José-Augusto França, a exposição, as propostas artísticas, tal como os textos críticos que compõem o catálogo da exposição, contribuiriam para a necessária «renovação mental», com «novos termos de diálogo».

O arquivo documental da exposição apresenta um significativo conjunto de documentação fotográfica, que permite perceber as soluções de montagem, bem como os diálogos que se estabeleciam entre as obras.

Esta exposição tinha sido anteriormente apresentada em algumas cidades francesas, assim como na Suíça e na Alemanha. Após a exibição em Portugal, a exposição seguiu para o Canadá.

Filipa Coimbra, 2016

Travelling exhibition focusing on the practice, but also theoretical and sociological aspects, of painting by 10 French artists. The event in Portugal was curated by French art critic and director of the Paris Biennale, Georges Boudaille (1925-1991). The event included organisation by the Calouste Gulbenkian Foundation (FCG), taken on by its Exhibitions and Museography Department, with sponsorship from the Association Française d’Action Artistique and collaboration with the French Embassy in Portugal.

The exhibition was held in Portugal at two different times: it was first shown in Lisbon, in the FCG’s Temporary Exhibition Gallery (Ground Floor) and later in Porto at the gallery of the Cooperativa Árvore.

The exhibition comprised 54 paintings and installations by artists André Valensi (1947-1999), Bernard Pagès (1940), Christian Jaccard (1939), Claude Viallat (1936), Daniel Dezeuze (1942), Jean-Michel Meurice (1938), Jean-Pierre Pincemin (1944-2005), Noël Dolla (1945), Patrick Saytour (1935) and Vincent Bioulès (1938).

The title of the exhibition reflects its essayistic nature, and the catalogue reveals the theoretical component on new painting practices in France, with contributions by art critic Catherine Millet (1948), Bernard Ceysson (1939) and Jacques Beauffet.

In the opinion of art historian and critic José-Augusto França (1922), it was “(...) one of the most important international exhibitions the Calouste Gulbenkian Foundation received in its galleries, in that it provided up-to-date information on one of the trends of contemporary creation” (França, Colóquio. Artes, Jun. 1975, p. 75).

The critic also mentioned the importance of the research by these artists, close to the “support/surface” movement, by questioning the traditional understanding of painting and sculpture:

“The pictorially possible (like the sculpturally possible) are seen according to new ‘bases’ that are neither images nor objects, (...) but physical, considered as themselves, as deniable elements” (ibidem).

For José-Augusto França, the exhibition, artistic proposals, and critical texts forming the exhibition catalogue, would contribute to a needed “mental renewal” with “new terms of dialogue”.

The documentary archive of the exhibition included an important set of photographic documentation, which makes it possible to see the set-up solutions as well as the dialogues established among the works.

The exhibition had previously been shown in some French towns, as well as in Switzerland and Germany. After Portugal, it travelled to Canada.


Ficha Técnica


Artistas / Participantes


Publicações


Material Gráfico


Fotografias

David Mourão-Ferreira (à esq.), José de Azeredo Perdigão e Madalena de Azeredo Perdigão (ao centro) e José Sommer Ribeiro (atrás, à dir.)
David Mourão-Ferreira (à dir.)
Madalena de Azeredo Perdigão, José de Azeredo Perdigão, João de Freitas Branco (à dir.)
Madalena de Azeredo Perdigão (ao centro), José de Azeredo Perdigão (atrás, à dir.) e João Freitas Branco (à dir.)
José Sommer Ribeiro (à esq.), João Freitas Branco (ao centro) e José de Azeredo Perdigão (à dir.)
João Freitas Branco (à esq.), José de Azeredo Perdigão (ao centro) e José Sommer Ribeiro (à dir.)
João Freitas Branco (ao centro) e José de Azeredo Perdigão (à dir.)
João Freitas Branco, José de Azeredo Perdigão (ao centro) e José Sommer Ribeiro (atrás, ao centro)

Documentação


Imprensa


Fontes Arquivísticas

Arquivos Gulbenkian (Serviço de Exposições e Museografia), Lisboa / SEM 00082

Pasta com documentação referente à produção da exposição. Contém convite, correspondência recebida e expedida, orçamentos, transporte, lista de obras, seguros das obras, elementos para o catálogo e recortes de imprensa. 1975 – 1975

Arquivos Gulbenkian (Serviço de Comunicação), Lisboa / COM-S001/019-D01951

7 provas, p.b.: inauguração (FCG, Lisboa) 1975

Arquivos Gulbenkian (Serviço de Comunicação), Lisboa / COM-S001/028-D00003

14 provas, p.b.: inauguração (FCG, Lisboa) 1975

Arquivos Gulbenkian (Serviço de Exposições e Museografia), Lisboa / SEM-S007-P0017-D00048

8 provas, p.b.: aspetos (FCG, Lisboa) 1975

Arquivos Gulbenkian (Serviço de Exposições e Museografia), Lisboa / SEM-S007-P0017-D00047

1 prova, cor: aspeto (FCG, Lisboa) 1975

Arquivos Gulbenkian (Serviço de Exposições e Museografia), Lisboa / SEM-S007-P0017-D00050

9 provas, p.b.: aspetos (Galeria Árvore, Porto) 1975


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