José Sommer Ribeiro

1924, Lisboa, Portugal – 2006, Lisboa, Portugal

Arquiteto do Serviço de Projectos e Obras da Fundação Calouste Gulbenkian (1956 – 1969); Diretor do Serviço de Exposições e Museografia da Fundação Calouste Gulbenkian (1970-1992); Diretor do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (1983 – 1994); Diretor e Administrador da Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva (1994 – 2006)

678 Exposições

José Sommer Ribeiro formou-se em Arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1951. Em 1956, foi encarregue da elaboração de um relatório para a localização da Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, projeto que acabou por se concretizar em 1957, quando participou na criação do programa de construção da Sede e do Museu. Integrou também o Serviço de Projetos e Obras da Fundação e, em 1969, foi nomeado diretor do Serviço de Exposições e Museografia.
Nos anos que se seguiram, trabalhou em diversos projetos, colaborando na organização e na montagem de exposições, e na programação do Serviço de Belas-Artes, estando envolvido em diversas exposições de referência, como «Arte Britânica do Século XX» (1969) e «Arte do Oriente Islâmico» (1963), e tornando-se responsável pelo comissariado da Bienal de São Paulo a partir de 1973, num trabalho de parceria com o pintor Fernando de Azevedo.
Nos anos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974, a necessidade de abrir algumas das galerias da Fundação aos artistas nacionais conduziu à realização de inúmeras exposições retrospetivas e à aquisição de obras do acervo Amadeo Souza-Cardoso e de uma parte substancial da Coleção Jorge de Brito, processo no qual desempenhou um papel fundamental, em articulação com o Serviço de Belas-Artes. Integrou, igualmente, a equipa de conceção e montagem do Centro de Arte Moderna (CAM), um edifício multidisciplinar onde também se desenvolveriam, a partir de 1984, as atividades programadas pelo Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte (ACARTE), do qual foi diretor desde o ano de criação, em 1983. Este Centro funcionou como um espaço que combinava a vertente museológica e de divulgação artística com uma vertente mais educativa, através da criação de locais para ciclos de conferências, performances e eventos multimédia.
Enquanto diretor do CAM, desenvolveu um ambicioso programa que tinha em consideração uma visão panorâmica da arte moderna portuguesa, não apenas por via da exposição permanente e conservação da Coleção das obras já adquiridas, mas também através da organização de diversas exposições com o objetivo de apoiar e divulgar o trabalho dos artistas contemporâneos. Abandonou o cargo em 1993, na sequência do convite de Maria Helena Vieira da Silva para ser o primeiro diretor da Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva. Nesta Fundação, interveio na arquitetura do edifício em colaboração com Richard Clarke, e desenvolveu vários programas museológicos que contribuíram para a sua internacionalização.


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