José de Azeredo Perdigão

Presidente (1956 – 1993)

 

Azeredo Perdigão

Viseu, 19 de setembro de 1896 – Lisboa, 10 de setembro de 1993

Advogado pessoal de Calouste Gulbenkian, funcionário n.º 1 e presidente vitalício da Fundação – lugar que exerceu de 1956 a 1993 – José Henrique de Azeredo Perdigão desempenhou um papel cimeiro na sua constituição, incluindo, posteriormente, na criação do Centro de Arte Moderna, que imaginou e defendeu.

Na qualidade de presidente tutelou o Museu, os serviços de Música, de Belas Artes, de Ciência, de Projetos e Obras, do Ultramar, da Presidência, a Biblioteca Geral, os serviços de Finanças, de Investimentos, de Contabilidade Central, o serviço Técnico, o de Exposições e Museografia, os Centrais, de Pessoal, o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão e o Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte (ACARTE).

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e pós-graduado em Ciências Jurídicas pela Universidade de Coimbra, foi Doutor Honoris Causa em Direito pelas Universidades de Coimbra, do Porto, Nova de Lisboa, da Baía, Rio de Janeiro e São Paulo; em Artes pelo Royal College of Arts de Londres; em Ciências Humanas pela Universidade de Southeastern (EUA); em Humanidades pela Universidade de Sophia (Japão); e em Arquitetura pela Universidade Técnica de Lisboa. Foi ainda distinguido com a medalha de Primeiro Advogado Honorário da Ordem dos Advogados Portugueses.

Administrador, entre outras sociedades e empresas, do Banco Nacional Ultramarino, foi também presidente da Assembleia Geral do Banco de Portugal, do Banco Fonsecas, Santos e Viana e da Sacor, sócio de mérito da Academia Nacional de Belas Artes e da Academia Portuguesa de História e governador da Fondation Européenne de la Culture.

Chanceler das Ordens de Mérito Civil, foram-lhe atribuídas inúmeras condecorações nacionais e estrangeiras, entre as quais as Grã-Cruzes portuguesas da Ordem da Torre e Espada, da Ordem de Cristo, da Ordem do Infante D. Henrique e da Ordem do Mérito. Foi ainda membro do Conselho de Estado.

Proferiu lições, conferências e palestras sobre assuntos jurídicos e de matérias de cultura geral, tendo várias obras publicadas.