Estratégia 2018–2022

Verificou-se uma alteração radical no País, em todas as áreas em que a Fundação atua, sobretudo após a entrada na União Europeia, dado que muitas das necessidades que há 60 anos não tinham resposta, encontram hoje diversas entidades (Estado, Sociedade Civil, etc.) a atuar nos respetivos domínios, libertando a Fundação para responsabilidades de outra natureza.

A natureza global dos problemas atuais tem levado a agendas partilhadas e trabalho em rede das Fundações internacionais, bem como a abordagens multidisciplinares e focadas nos problemas.

Esta alteração do contexto, o alinhamento com a agenda internacional e a experiência acumulada, conduziram a uma alteração do modelo de intervenção e à definição de novas prioridades estratégicas, o que levou a Fundação a assumir-se como agente de mudança, de produção de conhecimento e de ensaio de soluções para os principais problemas da humanidade.

 

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Quadro de referência

As prioridades estratégicas deverão refletir-se em toda a atuação da Fundação, no âmbito das suas finalidades estatutárias e tendo em conta a diferente natureza das intervenções.

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Compromissos

  • Com o futuro, garantindo que a Fundação acompanha os novos tempos, antecipando as questões essenciais que determinam as estruturas do conhecimento e o impacto da tecnologia na sociedade, e que asseguram a sustentabilidade dos recursos naturais e dos sistemas sociais.
  • Com os mais vulneráveis, aqueles que mais necessitam do apoio da Fundação e que, como tal, deverão ser os principais beneficiários da sua atividade.
  • Com a importância da arte e da cultura, alicerces da tolerância e da compreensão mutúa.

 

Objetivos

  • Projetar a Fundação como um todo, alinhada pela mesma visão, missão e prioridades, aumentando o impacto social das suas atividades, e potenciando a ligação entre elas, alavancando o potencial único da Fundação;
  • Posicionar a Fundação, nacional e internacionalmente, como um centro de reflexão e debate (Fórum), que enquadre os problemas de Portugal com os da Europa e do Mundo, em parceria com as principais fundações internacionais, think tanks e universidades, contribuindo para a consolidação de um modelo de sociedade humanista e de diálogo entre culturas;
  • Afirmar a Fundação como entidade de referência no percurso e na participação das novas gerações e das novas lideranças, mobilizando o desenvolvimento do talento; Levar a efeito uma nova abordagem da política de intervenção, orientada para a resolução de problemas, procurando um maior foco, transversalidade e inovação;
  • Prosseguir uma atividade artística de excelência e relevância internacional, reforçando a dimensão cívica da cultura, entendida num sentido amplo de criação, de inovação e de promoção da acessibilidade da cultura a todos os cidadãos; Destacar o potencial das artes no questionamento, compreensão e diálogo entre diferentes épocas e civilizações, nomeadamente entre o Ocidente e o Oriente, tirando partido do legado e coleção do Fundador, bem como da relação próxima com as Comunidades Arménias;
  • Prosseguir uma atividade científica de relevância internacional, mais aberta à colaboração, reforçando a importância da dimensão da comunicação da Ciência.