Documentação e práticas artísticas

À conversa com os convidados

Qual a importância da documentação no processo criativo dos artistas? Qual pode ser a sua relação com as práticas artísticas contemporâneas? De que modo a documentação propicia e facilita a reflexão em torno do trabalho curatorial? Que tipo de relações estabelecem com a documentação artistas e curadores enquanto seus consumidores e produtores? Estas são algumas das questões que serão abordadas pelos convidados — artistas, curadores e historiadores de arte — nesta mesa-redonda.

Com os convidados André Guedes (artista visual e investigador), Catarina Simão (investigadora e artista visual), Margarida Mendes (curadora e investigadora) e Sandra Vieira Jürgens (curadora e historiadora de arte)

André Guedes, artista e investigador, estudou Arquitetura e Antropologia do Espaço, e realiza atualmente um doutoramento na FBAUL. A sua prática artística combina frequentemente trabalho de campo com pesquisa de documentação visual e escrita, explorando questões da história social e política, resultando em instalações, performances e intervenções no espaço público. Tem trabalhado igualmente como cenógrafo e dramaturgo. Em 2007 recebeu o Prémio União Latina. Os seus trabalhos têm sido expostos, entre outros, na Kunsthalle Lissabon, De Appel, Museu Calouste Gulbenkian-Coleção Moderna, no Museu de Serralves, na Biennale de Rennes, na Fondazione Pistoletto/Cittadellarte, na Athens Biennale, no Palais de Tokyo e na David Roberts Art Foundation.

Catarina Simão é artista e investigadora, vive e trabalha entre Maputo e Lisboa. Simão trabalha com a noção de Arquivo, engajada especialmente com a história colonial e a Independência de Moçambique. Ela aborda criticamente a contrapartida da custódia dos registos, explorando os seus significados mutáveis e a sua capacidade de incorporar um conhecimento diferido. Em Moçambique tem uma intervenção no contexto cultural e social, colaborando com associações e instituições locais. Desde 2009, os seus filmes, ensaios e instalações são apresentados internacionalmente, nomeadamente no Museu de Serralves, Africa.cont, Manifesta 8, Museu Reina Sofia, Ashkal Alwan, New Museum, The Kyiv School, Kino Arsenal, Garage Museum, MASP, entre outros.

Margarida Mendes é curadora, investigadora e ativista, vive entre Lisboa e Londres. A sua pesquisa - com enfoque no cruzamento da cibernética, filosofia, ecologia e filme experimental - explora as transformações dinâmicas do ambiente e o seu impacto nas estruturas sociais e no campo da produção cultural. Integrou a equipa curatorial da 11ª Bienal de Gwangju (2016) e da 4ª Bienal de Design de Istambul (2018). Em 2016, curou a exposição MATTER FICTIONS, no Museu Berardo, publicando um livro em conjunto com a Sternberg Press. É consultora de ONGs ambientais que trabalham em política marinha e mineração no mar profundo e dirigiu também diversas plataformas educacionais, como escuelita, uma escola informal do Centro de Arte Dos de Mayo - CA2M, Madrid (2017); O espaço de projetos The Barber Shop em Lisboa dedicado à pesquisa transdisciplinar (2009-16); e a plataforma de pesquisa curatorial sobre ecologia The World In Which We Occur (2014-18). Margarida Mendes é doutoranda no Centre for Research Architecture, Visual Cultures Department, Goldsmiths University of London com o projeto “Deep Sea Imaginings” e colabora frequentemente com o canal online de vídeo reportagem Inhabitants.

Sandra Vieira Jürgens é crítica, historiadora de arte e editora. Desde 2015 é investigadora de pós-doutoramento, bolseira FCT no Instituto de História da Arte (IHA-FCSH/NOVA). Doutorada pela FBAUL (2014), é licenciada em História da Arte pela FCSH/NOVA (1997). Integrou o programa internacional de Residências de Investigação do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (2015-2016). Atualmente coordena e lecciona a Pós-Graduação em Curadoria de Arte na FCSH/NOVA. Dirige a revista online Wrong Wrong e a plataforma digital raum: residências artísticas online, projectos da Terceiro Direito - Associação Cultural. Realiza conferências e é autora de várias publicações e de textos sobre arte contemporânea em catálogos de instituições artísticas nacionais e internacionais. Coordenou a comunicação das representações oficiais portuguesas na Bienal de Veneza e na Bienal de São Paulo (2008-2010) e foi consultora editorial da ARTE LISBOA – Feira de Arte Contemporânea (2005-2010).

 

No âmbito do Ciclo «Os 50 anos da Biblioteca de Arte». Entrada livre, sujeita à disponibilidade de lugares

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Sobre a atividade:

Duração: 45 minutos

Mínimo de participantes: 10

Máximo de participantes: 60

Língua: Português

Onde:

Ponto de encontro: Biblioteca de Arte — Átrio

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Detalhes da atividade:

Época:

Ciclo:

Tipo:

Equipa educacional: