Imunidade Inata e Inflamação

Luís Moita

O laboratório de Imunidade Inata e Inflamação trabalha em dois tópicos diferentes: imunidade inata e inflamação. A atenção dos investigadores na imunidade inata, está focada no estudo dos mecanismos de apresentação cruzada dos antigénios e imunobiologia das células dendríticas.

Respostas imunes eficazes, contra antigénios de tumores não expressos endogenamente por células dendríticas (CDs) e contra vírus incapazes de infetar células que apresentam antigénios (CAAs), requerem a presença extracelular de antigénios para estimular células T CD8+ por intermédio da via MHC I, sendo que a nível molecular o processo de apresentação cruzada do antigénio, ainda está insuficientemente caraterizado.

O grupo de investigação está a usar uma série de aproximações genéticas para identificar a maquinaria molecular envolvida na apresentação cruzada do antigénio.

Adicionalmente, pretendem explorar a apresentação cruzada do antigénio como um ponto de verificação precoce da regulação imune sobre o controlo do processo de priming das células T pelas células dendríticas, de forma a encontrar novas drogas inibidoras dos reguladores negativos deste processo. Estas, têm a potencialidade de melhorar a formação de uma resposta efetiva das células T contra tumores e simultaneamente ser bons candidatos a novos adjuvantes nas terapias de tratamento do cancro.

O segundo tema do laboratório diz respeito à inflamação.

A sépsis severa, mantém-se uma condição inflamatória sistémica pouco esclarecida com níveis elevados de mortalidade e opções terapêuticas limitadas fora do controlo da infeção e medidas de suporte aos órgãos.

Com base em descobertas recentes deste grupo de investigação, em murganho, demonstraram que as antraciclinas previnem a falha orgânica sem afetar a carga bacteriana num modelo de sépsis severa.

O grupo de investigadores propõe que as estratégias dirigidas à proteção dos órgãos, têm um potencial extraordinário para o tratamento da sépsis assim como outras patologias de natureza inflamatória. No entanto, os mecanismos de proteção dos órgãos e tolerância à doença ainda são desconhecidos ou mal caraterizados.

O objetivo central deste programa de investigação é identificar e caraterizar novos mecanismos citoprotetores, com ênfase especial no efeito protetor ativado pelas antraciclinas, durante a resposta ao dano do ADN, o que constituí uma janela de oportunidade para os programas genéticos de resposta ao stress, poderem contribuir para a proteção dos tecidos.

 

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Luís Moita, Investigador Principal

PhD in Biomedicine, Universidade de Lisboa, Portugal

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