Investigação

Sequenciação do genoma do SARS-CoV-2

Os investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) começaram a sequenciar amostras positivas do vírus SARS-CoV-2 vindas de unidades hospitalares da região de Lisboa e Vale do Tejo. As amostras são sequenciadas e comparadas com outros genomas do vírus.  Ao todo já há 4279 genomas sequenciados, a nível internacional, e o IGC prevê sequenciar cerca de 2000 genomas nos próximos 3 meses.

Conhecer o vírus e as suas possíveis mutações é determinante para definir estratégias de contenção, tratamento e prevenção. Os dados obtidos são depositados em plataformas de acesso aberto o que permite a toda a comunidade científica partilhar esta informação. A taxa estimada a que o vírus adquire mutações é atualmente de cerca 26 mutações por ano.

 

Novas linhas de investigação

Várias equipas de investigação do IGC irão redireccionar parte da sua investigação, com o objetivo de conhecer melhor o novo coronavírus. Estas novas pesquisas irão situar-se na área da virologia e evolução, como das áreas da imunologia e tolerância à infeção. 

Os projetos permitirão saber mais sobre a taxa de mutação do vírus, sobre a forma como este se replica, e também sobre a tolerância à infeção por este coronavírus, permitindo avaliar o potencial de fármacos já existentes no mercado e abrir caminho para encontrar novas terapias.

 

Estudo de prevalência de COVID-19 em Profissionais de Saúde

Uma dessas linhas de investigação consistirá na monitorização ao longo do tempo da transmissão e resposta imunitária ao vírus Sars-COV-2 em profissionais de saúde de hospitais da região de Lisboa. Serão alvo deste estudo Médicos, Enfermeiros, Técnicos e Assistentes operacionais que prestam cuidados a doentes COVID19, em serviços de Urgência, Medicina Interna, Pneumologia, Infeciologia e Patologia Clínica.

Os objetivos do estudo passam por identificar quais os profissionais de saúde expostos e infetados pelo vírus, determinando também que profissionais desenvolveram anticorpos e se estes anticorpos conferem resistência a novas infeções. Este será um estudo alargado e integrativo que permitirá ajudar os hospitais a proteger os profissionais de saúde e a delinear estratégias mais eficazes no combate à pandemia.