Programa Cidadãos Ativ@s / Active Citizens Fund
25 Setembro, 2019 Conteúdo TSF

Quando os jovens são um apoio fundamental na vida dos idosos

A Associação Novo Dia, que trabalha a inclusão social, quer juntar jovens e idosos dos Açores para trabalharem os direitos humanos das pessoas mais velhas, de forma a promover um envelhecimento ativo. Trata-se do projeto Envolvi, apoiado pelo programa Cidadãos Ativos

Podiam ser avós e netos, tal é a diferença de idades, mas é um projeto que tem como objetivo promover uma relação intergeracional saudável que aposta sobretudo nos direitos humanos de quem já viveu muito.

N’zinga Oliveira, gestora do projeto Envolvi, explica que quando se fala em direitos humanos direcionados às pessoas idosas, estamos a falar de “garantir que estas pessoas tenham as condições necessárias, livres da discriminação em função da idade, condições dignas de vidas, um estímulo para uma vida ativa, garantir que estão fora de risco ou que não são vítimas de abuso, de negligência, como acontece muitas vezes”.

O projeto tem parcerias com o núcleo de estudantes da Universidade dos Açores e com escolas profissionais, o que garante que há jovens a querer estar perto dos idosos.

 

Ouça o programa Cidadãos Ativos com o projeto ‘ENVOLVi’

 

“São jovens que estão enquadrados e que querem fazer algo na área da promoção dos direitos humanos e que estão recetivos a trabalhar com estes públicos. Ao contrário do que, por vezes, se pode imaginar, existe vontade. Há uma possibilidade de perceber que as pessoas idosas não correspondem ao estereótipo da pessoa que fica parada, encostada e que perdeu a vontade de viver. Grande maioria das pessoas que temos encontrado são pessoas dinâmicas à espera de uma oportunidade”, explica a responsável.

Do lado dos mais velhos, a aceitação também tem sido positiva e já houve exemplos de idosos que precisaram de ajuda.

“Temos a denúncia de um ou outro caso de abuso, de negligência que não era tido em consciência como tal, mas que depois de uma conversa ou de um alerta ou de uma sessão de informação e sensibilização, as pessoas refletem sobre o que se passa nas suas vidas e passam a conhecer os seus direitos”, referiu N’zinga Oliveira.

O projeto está a decorrer nas ilhas de São Miguel e Terceira, vai durar até 2021 e quer chegar a cerca de duzentas pessoas idosas e 120 jovens.

 

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Atualização em 25 Setembro 2019