Lançamento da nova edição do Catálogo Raisonné de António Dacosta

Pioneiro em Portugal, o Catálogo Raisonné de António Dacosta, inicialmente lançado em 2014 por ocasião do seu centenário, é agora reeditado, apresentando uma versão mais completa e enriquecida, tanto a nível científico, como a nível técnico.
“Reencontrar a simplicidade das coisas é mais difícil do que parece” (Dacosta, 1943)

A segunda edição do Catálogo Raisonné de António Dacosta (Angra do Heroísmo, 1914 – Paris, 1990) é agora disponibilizada ao público, numa versão mais completa e enriquecida, tanto a nível científico – através de novos conteúdos, resultado de uma investigação mais aprofundada –, como a nível técnico – através da criação de um novo website integrado, atraente e dinâmico. 

A primeira edição do Catálogo foi lançada em outubro de 2014, por ocasião do centenário do nascimento do pintor, ao mesmo tempo que inaugurava uma exposição retrospetiva da sua obra no Centro de Arte Moderna. Considerado o primeiro catálogo online produzido sobre um artista português, esta iniciativa pioneira marca de forma indelével os estudos e a investigação artística.

 

O CAM detém na sua coleção o conjunto mais representativo da fase surrealista de António Dacosta. A obra «Cena Aberta» (1940) foi adquirida pelo CAM em 1980 e é considerada por José Luís Porfírio “o ponto de partida para a análise da sua obra”.

 

A preparação do Catálogo Raisonné consistiu no levantamento de todas as obras de António Dacosta, num total atual de 770, que são acompanhadas de reproduções de alta qualidade e do estudo detalhado para cada uma delas, e incluiu uma análise historiográfica e a identificação de todas as coleções, exposições e referências bibliográficas associadas. Este catálogo disponibiliza ainda uma antologia crítica da obra de Dacosta, ensaios e depoimentos desenvolvidos por amigos próximos ou especialistas no entendimento do seu modo de ser e fazer.

Este projeto contou com a coordenação científica e institucional de Fernando Rosa Dias e Patrícia Rosas, respetivamente; com a coordenação executiva e editorial de Matilde Corrêa Mendes e a colaboração de uma equipa de investigação constituída por Joana Jeremias, Leonor Reis e Sofia Bento.

A Fundação Calouste Gulbenkian presta um agradecimento especial a Miriam Rewald Dacosta, viúva do artista, pela iniciativa proposta e pelo apoio dado ao longo destes anos de investigação.

 

António Dacosta com Júlio Pomar em Janville, onde se instalou em 1971. Pomar, uma das grandes companhias de Dacosta, teve uma grande importância no seu regresso à pintura na segunda metade dos anos de 1970.
António Dacosta (ao fundo) com Maria Helena Vieira da Silva, Arpad Szenes, Fernanda e José-Augusto França, António Novais Teixeira, no atelier de Vieira da Silva e Arpad Szenes, St. Jaques, 1952 (fotografia de Fernando Lemos).

 

Ao divulgar a obra de um artista central na História de Arte Portuguesa e na Coleção do CAM, este projeto tem também o intuito de, pela sua natureza inédita e original, impulsionar o desenvolvimento de outros projetos semelhantes, que destaquem a arte e os artistas nacionais.

Com o objetivo acrescido de manter o catálogo atualizado, agradecemos que os investigadores e colecionadores da obra de Dacosta entrem em contacto connosco para o email: [email protected].

Atualização em 04 julho 2022

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