Sobre a Coleção

De mais do que uma maneira, a Coleção Moderna do Museu Calouste Gulbenkian pode ser entendida como tendo início onde a Coleção do Fundador termina.

A Fundação foi criada após a morte de Gulbenkian, em 1955, e começou imediatamente a apoiar um vasto leque de atividades, em particular no campo das artes visuais, quer em Portugal quer no estrangeiro, com destaque para o Reino Unido e para a França, onde Gulbenkian vivera, mas também no Médio Oriente, onde fizera a sua fortuna. Ainda antes de existir um teto para as obras de arte da Coleção Moderna, a Fundação incorporava peças que lhe eram oferecidas pelos seus bolseiros, ou a partir da realização de exposições organizadas, ou ainda por recomendação de consultores, especialmente em Londres, através do acordo estabelecido com o British Council.

Em 1983, a Fundação inaugurou um novo edifício para albergar as suas diversas atividades no campo da arte contemporânea, e desde essa data começou a adquirir de uma forma mais sistemática arte moderna portuguesa. Deste modo, a Coleção Moderna tem início no final do século XIX, período onde termina a Coleção do Fundador.

A Coleção Moderna tem vindo sempre a crescer, através de aquisições ou doações, e conta atualmente com cerca de 10.500 obras, muitas das quais filmes e fotografias, e também desenhos, que raramente podem ser vistos. Com as novas exposições da Coleção, pretendemos mostrar, de forma rotativa, mais obras de arte, inserindo-as num contexto histórico. Desta forma, podemos apresentar a arte moderna portuguesa tanto aos que a não conhecem como àqueles que a conhecem bem.