Stieglitz : the key set

Em 1839, no seguimento das experiências de Joseph Niépce, era divulgada em França a primeira imagem fotográfica, desenvolvida por Louis Daguerre que, utilizando como suporte placas de metal, criou os daguerreótipos. Pela mesma altura, em Inglaterra, Fox Talbot conseguiu passar para o papel as imagens captadas na câmara escura, permitindo a sua reprodução e multiplicação.

Em 1839, no seguimento das experiências de Joseph Niépce, era divulgada em França a primeira imagem fotográfica, desenvolvida por Louis Daguerre que, utilizando como suporte placas de metal, criou os daguerreótipos. Pela mesma altura, em Inglaterra, Fox Talbot conseguiu passar para o papel as imagens captadas na câmara escura, permitindo a sua reprodução e multiplicação. Se a fotografia não conheceu grande destaque na Exposição Universal de 1855, o mesmo não veio a acontecer na de 1867, que marcou a sua consagração. No início do século XX, pelas suas características técnicas que permitiam a reprodução rápida e a baixos custos de imagens, a fotgrafia tinha conquistado as preferências populares, adaptando-se e respondendo ao seu gosto. Foi em protesto contra as tendências conservadoras que a fotografia vinha tomando que, em 1902, Alfred Stieglitz (1864-1941) fundou com alguns amigos, em Nova York, o Photo-Secession Group. A sua opção pela fotografia surgiu na Europa, onde Stieglitz viveu com a família entre 1881 e 1890. Regressado a Nova York em 1890, Alfred Stieglitz bateu-se para que a fotografia fosse reconhecida como meio de criação artística, tal como o era a pintura. Foi com esse espírito que o seu grupo fundou, em 1903, a revista Camera Work (1903-1917) que se tornou o veículo de divulgação dos seus princípios estéticos e abriu, em 1905, a galeria 291 (1905-1917), que foi a primeira galeria americana a expôr trabalhos de artistas modernistas europeus como Matisse (1908 e 1912), Picasso (1911) e Brancusi (1914), assim como apoiou e divulgou trabalhos de artistas pioneiros do modernismo amaricano, como Georgia O’Keefe – com quem Stieglitz casou em 1924 – Elie Nadelman e Max Weber. Afastando-se progressivamente das orientações do movimento Secessionista e valorizando as características específicas do meio fotográfico, Alfred Stieglitz privilegiou os temas urbanos, captando a transformação de Nova York em moderna metrópole e documentando a construção dos seus arranha-céus. Para além do notável conjunto de retratos de Georgia O’Keefe, fotografou também artistas, críticos e amigos ligados à sua galeria e, nos anos 30, produziu uma série de fotografias de nuvens a que chamou Equivalents. Constituída por dois volumes publicados em 2002, esta obra da Biblioteca de Arte é uma espécie de catálogo raisonné da produção artística de Alfred Stieglitz, reunindo a colecção da National Gallery of Art (Washington), e constitui um instrumento importante para o estudo de um dos pioneiros da fotografia moderna.

TÍTULO/RESP. Alfred Stieglitz : The key set : the Alfred Stieglitz collection of photographs / Sarah Greenough
PUBLICAÇÃO Washington : National Gallery of Art ; New York : Harry N. Abrams, cop. 2002
CONTÉM : 1º v.: 1886-1922. 2º v. : 1923-1937.
COTA (S) FT 2144-FT 2144a

Atualização em 21 Abril 2016