Almada Negreiros (1893-1970)

Almada Negreiros fez parte da designada “geração de Orpheu”, que juntou escritores, poetas e artistas plásticos que protagonizaram a vanguarda artística em Portugal na década de 1910. Artista versátil, Almada experimentou no campo das artes plásticas, como no da literatura, estilos e linguagens diferentes.

Da sua obra literária podem destacar-se o Manifesto Anti-Dantas, edição do autor de 1915, a peça A Engomadeira, publicada em 1917,  o poema-manifesto A cena do ódio, de 1917,  a novela Nome de guerra, Judite, escrita em 1925 mas apenas publicada em 1938, e o poema-narrativa A Invenção do dia claro, publicado em 1921.

A ilustração foi uma das áreas de expressão de Almada Negreiros que, na década de 1920, viveu algum tempo em Madrid, onde trabalhou como ilustrador em diversos textos teatrais de autores espanhóis e colaborou com revistas como a Blanco y Negro.  Foi também o autor de cartazes e de ilustrações para publicações do Secretariado de Propaganda Nacional (SPN). Na década de 1940, realizou os frescos para as duas gares marítimas de Lisboa – Alcântara e Rocha do Conde de Óbidos – ambas projetos do arquiteto Pardal Monteiro, com quem já tinha colaborado, realizando os vitrais para a igreja de Nossa Senhora de Fátima, concluída em 1938.

Um dos últimos trabalhos plásticos de Almada Negreiros foi o painel Começar realizado em 1968, e inaugurado em 1969, para a entrada principal do edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian.

Atualização em 26 Julho 2017