Bibliotecas particulares

Coleção Ernesto Soares

Este fundo compreende cerca de 3900 monografias sobre gravura, iconografia e arquitetura e cerca de 500 catálogos de exposições de artistas portugueses, realizadas entre o final do século XIX e a década de 60 de Novecentos, reunidos pelo professor e investigador de arte, Ernesto Soares. Adquirida pela Fundação Calouste Gulbenkian em 1964, trata-se de uma coleção muito importante para o estudo da história da arte da primeira metade do século XX em Portugal.

Coleção de Ernesto Soares


Ernesto Soares (1887-1966) nasceu em Mafra, nos arredores de Lisboa, e foi ao longo da sua vida professor, publicista e investigador nas áreas da iconografia e da gravura. Deixou numerosos estudos sobre os diversos aspetos da produção da gravura e da ilustração em Portugal.


Coleção de José Augusto França

Esta coleção foi doada em 1992 à Fundação Calouste Gulbenkian pelo historiador e crítico de Arte José Augusto França, e é composta por cerca de 3 800 textos da sua autoria, escritos para diversas publicações periódicas, nacionais e estrangeiras, assim como monografias e catálogos de exposições. Um conjunto importante de artigos de imprensa (1305) desta coleção encontra-se digitalizado.
(Ver Coleções digitais).

Coleção de José Augusto França


José Augusto França nasceu em 1922 na cidade de Tomar. Professor jubilado da Universidade Nova de Lisboa, onde criou o Mestrado de História da Arte, é vasta a sua obra no campo do estudo das artes plásticas em Portugal. Entre 1947-1949 participou nas atividades do Grupo Surrealista de Lisboa. Durante a sua estada em França, de 1959 a 1964, como bolseiro do governo gaulês, elaborou as obras La Lisbonne de Pombal publicada em 1965, com prefácio de Pierre Francastel, e Le Romantisme au Portugal, publicada em 1975. Regressou a Portugal em 1964. Foi o diretor da revista Colóquio / Artes até ao seu último número (1971-1996) e de 1980 a 1986 dirigiu o Centro Cultural de Paris. Entre as diversas obras que escreveu e publicou até agora, contam-se A arte em Portugal no século XIX e A arte em Portugal no século XX, Lisboa, urbanismo e arquitetura, 100 Quadros portugueses do século XX e Lisboa: história física e moral.


Coleção de Pedro Miguel Frade

Esta coleção, composta por 345 títulos de monografias, constituiu a biblioteca particular de Pedro Miguel Frade e foi doada à Fundação Calouste Gulbenkian em 1992, após a sua morte. Embora relativamente pequeno, é um fundo importante para a pesquisa nas áreas da estética, da fotografia e da semiologia.

Coleção de Pedro Miguel Frade


Pedro Miguel Frade (1960-1991) concluiu os seus estudos superiores no Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, onde ficou a lecionar a partir de 1987. Em 1989, obteve o grau de Mestre, com uma dissertação na área da semiótica das artes visuais e da história da imagem. Durante os anos de 1987 e 88 produziu, em associação com Jorge Molder e Madalena Perdigão, uma série de exposições e colóquios de fotografia.


Coleção de Reis Santos

A Coleção Reis Santos é composta por cerca de 12 000 títulos de monografias e cerca de 500 títulos de publicações periódicas que compunham a biblioteca reunida pelo professor e historiador de Arte Luís Reis Santos, adquirida pela Fundação Gulbenkian em 1972. Este fundo, que inclui algumas edições raras e esgotadas, é um conjunto bibliográfico de fundamental importância para todos os investigadores nas áreas da estética, arqueologia, história geral e, sobretudo, história da arte portuguesa dos séculos XV e XVI.

Coleção de Luís Reis Santos


Luís Reis Santos (1898-1967), professor, historiador e crítico de arte, começou por desenvolver estudos sobre processos científicos no exame de obras de arte. Estas investigações levaram-no a diversos países europeus, em especial a França e a Flandres, onde recolheu informação sobre a produção artística nos séculos XV e XVI. Em Portugal, a sua atividade de investigador na área do património móvel levou a que fosse nomeado, em 1944, conservador adjunto dos museus portugueses. Em 1951, tornou-se diretor do Museu Machado de Castro, cargo que exerceu em simultâneo, a partir de 1953, com o de professor da cadeira de História da Arte na Universidade de Coimbra. Os seus estudos contribuíram decisivamente para a consolidação da história da pintura portuguesa e flamenga dos séculos XV e XVI.


Coleção Teatro de Cordel

Entre o século XVI e o final do século XIX circularam pela Europa papéis volantes ou pequenos folhetos, que se foram divulgando através de impressões e reimpressões e se distribuíam “pendurados num barbante”. Em 1963, a Biblioteca de Arte adquiriu uma valiosa coleção de teatro de cordel, constituída por 793 espécies, impressas e manuscritas entre 1692 e 1886, que integra um grande número de peças anónimas, a par com outras de autores e tradutores portugueses. Grande parte desta coleção pertenceu ao conhecido escritor e bibliófilo Albino Forjaz de Sampaio. Este fundo, cuidadosamente conservado e preservado, reveste-se de primordial importância quer para o estudo da história da literatura de cordel em Portugal, quer para o estudo da história cultural e das mentalidades dos séculos XVII e XVIII. Esta coleção encontra-se integralmente digitalizada e acessível através da Internet
(Ver Coleções digitalizadas).

Coleção de Albino Forjaz de Sampaio


Albino Forjaz de Sampaio (1884-1949) nasceu em Lisboa e destacou-se como escritor e bibliófilo. Entre as numerosas obras que escreveu como crítico, novelista e poeta, sobressaem Palavras cínicas que conheceu mais de 20 edições, a sua monumental História da literatura portuguesa ilustrada, assim como a Coleção Patrícia que dirigiu, dedicada a divulgar as biobibliografias dos mais importantes escritores, poetas e artistas portugueses. Em 1922 fez publicar o catálogo da sua coleção de folhetos de literatura de cordel, a que deu o título de Subsídios para a história do teatro português: teatro de cordel. A Fundação Calouste Gulbenkian adquiriu em 1963 a sua biblioteca particular, da qual fazia parte a coleção notável de Teatro de cordel.


Coleção de Ana Hatherly

Este conjunto, doado por Ana Hatherly em outubro de 2007 à Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, é composto por cerca de 550 espécies, entre monografias e publicações periódicas. Nas monografias encontram-se não só as obras literárias desta autora – cujo primeiro livro de poesia, Um ritmo perdido, foi publicado em 1958, e a primeira obra de ficção, O mestre, em 1963 – mas também títulos de outros nomes significativos da poesia visual e experimental em Portugal, como Ernesto de Melo e Castro e José Alberto Marques. Este conjunto integra ainda obras de autores estrangeiros, como Arrigo Lora-Totino, poeta e artista plástico italiano. Grande parte destas obras encontra-se autografada, com dedicatórias à autora de A reinvenção da leitura.

Coleção de Ana Hatherly


Ana Hatherly nasceu no Porto em 1929. O seu nome está intimamente ligado a algumas das manifestações de vanguarda ocorridas no contexto do panorama artístico e literário português a partir de 1960. Licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e doutorada em Literaturas Hispânicas pela Universidade de Berkeley (U.S.A.), foi professora catedrática de Literatura Portuguesa na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Juntamente com Ernesto Melo e Castro, Ana Hatherly foi quem mais trabalhou no sentido da teorização e divulgação do Movimento da Poesia Experimental, nova forma de expressão poética de caráter vanguardista que se desenvolveu e afirmou entre nós durante as décadas de 1960 e 70, participando de forma empenhada nas suas atividades e integrando com os seus trabalhos exposições de poesia visual, tanto em Portugal como no estrangeiro.


Biblioteca Particular Calouste Gulbenkian

O fundo documental da Biblioteca de Arte constituiu-se a partir da coleção particular de Calouste Gulbenkian, composta por cerca de 3.000 títulos de monografias e publicações periódicas. Esta biblioteca privada foi dividida pelo próprio Calouste Gulbenkian em dois núcleos, um designado por «Documentação», relativo a obras sobre arte, destinado a apoiar a sua atividade de investigador e colecionador, e um outro constituído por um conjunto de espécies de elevado valor bibliófilo, enquanto testemunhos da arte e da história do livro no Ocidente e no Oriente, do século XII ao século XX, que se encontram depositadas no Museu Calouste Gulbenkian.

A coleção da Biblioteca de Arte reflete o ecletismo da coleção de objetos de arte reunidos por Calouste Gulbenkian ao longo da sua vida e inclui obras nas áreas da pintura, arquitetura, escultura, numismática, cerâmica, tapeçaria, iluminura, entre outras. No seu conjunto, trata-se de uma coleção importante tanto para bibliófilos, como para o conhecimento e estudo da coleção de obras de arte do Museu Gulbenkian.

Consultar o site da Biblioteca Particular Calouste Gulbenkian


Coleção de Alfredo Pimenta

Esta coleção corresponde à biblioteca particular do escritor, polemista e investigador Alfredo Pimenta, doada à Fundação Calouste Gulbenkian em 1969. É composta, sobretudo, por obras de história geral e portuguesa, filosofia, teologia, filologia, direito e poesia, e dela fazem parte algumas edições raras, do século XVI à primeira metade do século XX. No total, são cerca de 12 500 monografias e 500 publicações periódicas, reunidas num catálogo em três volumes, editado pela Biblioteca de Arte entre 1995 e 1999.

Coleção de Alfredo Pimenta


Alfredo Pimenta (1882-1950), escritor, historiador foi uma das personalidades mais polémicas do meio cultural português da primeira metade de Novecentos. Formado em Direito, e com uma intervenção marcante na vida política nacional, foi nas lides literárias que se distinguiu. Deixou uma extensa bibliografia, onde abundam estudos de filosofia política, história, crítica e poesia. Foi colaborador de numerosos jornais e revistas nacionais e estrangeiras.

Atualização em 06 Outubro 2017