Coleções Digitais Fotográficas

Azulejaria Portuguesa

É composta pelo inventário realizado por João Miguel dos Santos Simões, resultante da criação, em 1960, pela Fundação Calouste Gulbenkian da Brigada de Estudos de Azulejaria, dirigida por aquele investigador, que reuniu 5028 documentos fotográficos (p&b e cor). Deste inventário resultou já a elaboração da obra de referência Corpus da Azulejaria Portuguesa, que a Fundação Calouste Gulbenkian editou entre 1963 e 1970.

Obras de João Miguel dos Santos Simões


João Miguel dos Santos Simões (1907-1972), pode ser considerado como o grande historiador do azulejo em Portugal, tendo criado critérios para a sua inventariação, classificação, definição tipológica e datação. Diplomado em Engenharia Têxtil pela École Supérieur de Filature et Tissage de Mulhouse, foi em Tomar, em simultâneo com a sua atividade profissional, que se dedicou à arqueologia local e seus monumentos, tendo sido nomeado conservador do Convento de Cristo e Diretor do Museu Hebraico Abraão Zacuto. Em 1947, organizou no Museu de Arte Antiga, onde foi conservador, uma exposição que constituiu o embrião do futuro Museu do Azulejo, para a criação e organização do qual foi nomeado em 1960, tendo sido o seu primeiro diretor, cargo que ocupou até 1972.


Coleção José Luís Tinoco

Coleção constituída por 955 diapositivos (cor) que resultaram do levantamento realizado, na década de 1980, pelo arquiteto José Luís Tinoco. Contém obras de pintura, gravura e desenho produzidas por artistas portugueses entre as décadas de 40 e 70 do século 20 e que, na sua maioria, se encontram em coleções particulares. De acordo com a legislação em vigor relativa a direitos de autor e direitos conexos, esta coleção está acessível apenas na rede local da Biblioteca de Arte.


José Luís Tinoco nasceu em Leiria em 1932. Começou os seus estudos de arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, tendo acabado o curso na sua congénere de Lisboa. Para além da atividade como arquiteto tem também desenvolvido atividades como ilustrador e compositor.


Arquitetura e Escultura Portuguesas dos séculos XVI-XIX

Esta coleção foi adquirida, em 1982, pela Fundação Calouste Gulbenkian ao Courtauld Institute of Art. Compõe-se de 2.400 provas fotográficas p/b, que resultaram de um levantamento de arquitetura e escultura portuguesas do século XVI ao século XVIII, levado a cabo por investigadores daquele Instituto nos anos 1981-82. De acordo com a legislação em vigor relativa a direitos de autor e direitos conexos, esta coleção está acessível apenas na rede local da Biblioteca de Arte.


Pintura maneirista

Levantamento fotográfico constituído por 170 provas p/b de exemplares de pintura maneirista, existentes em edifícios religiosos e museus de diversos distritos do país, realizado pelo historiador de arte Adriano de Gusmão (1908-1993). Esta coleção está acessível apenas na rede local da Biblioteca de Arte no Espaço Multimédia.


Levantamento arquitetónico dos Paços Medievais Portugueses

Levantamento fotográfico (445 provas a cor) sobre paços medievais portugueses, realizado pelo historiador de arte José Custódio Vieira da Silva em 1991. Coleção totalmente digitalizada. De acordo com a legislação em vigor relativa a direitos de autor e direitos conexos, esta coleção está acessível apenas na rede local da Biblioteca de Arte.


Estuques decorativos do norte de Portugal

Esta coleção resulta de um trabalho de investigação subsidiado pelo Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, realizado pelo Centro Regional de Artes Tradicionais e por uma equipa orientada cientificamente pelo historiador de arte Flórido de Vasconcelos (n.1920). É constituída por 284 provas fotográficas p/b e cores de estuques decorativos existentes em interiores de edifícios públicos e privados dos distritos de Braga, Porto, Viseu e Viana do Castelo. De acordo com a legislação em vigor relativa a direitos de autor e direitos conexos, esta coleção está acessível apenas para consulta na rede local da Biblioteca de Arte no Espaço Multimédia.


Coleção Estúdio Mário Novais

Esta coleção foi adquirida em 1985 pela Fundação Calouste Gulbenkian e os seus 80.309 documentos fotográficos de diversos tipos (negativos, diapositivos, interpositivos, p&b e cor) abrangem os 50 anos de atividade do Estúdio Novaes. Este estúdio especializou-se na fotografia de obras de arte e arquitetura, embora Mário Novais tenha também praticado outros géneros fotográficos.


Mário Novais (1899-1967), oriundo de uma família de grandes fotógrafos, começou a sua atividade profissional como retratista, nos anos de 1920, na Fotografia Vasquez. Em 1933, montou o seu próprio estúdio – o Estúdio Novaes – em Lisboa, que se manteve ativo durante 50 anos. Para além de fotografia de obras de arte e arquitetura, em que se especializou, Mário Novais praticou igualmente a foto-reportagem, a fotografia publicitária, a comercial e a industrial.


Arquitetura Gótica em Portugal

Esta coleção resulta do trabalho de investigação realizado pelo historiador de arte Mário Tavares Chicó e pelo fotógrafo Mário Novaes, e é constituída por 410 provas fotográficas p/b, em formato 18×24, mostrando exteriores, interiores e elementos decorativos de exemplares arquitetónicos do gótico em Portugal, de que veio a resultar a monografia intitulada A Arquitetura gótica em Portugal, editada em 1954.

Obras de Mário Tavares Chicó


Mário Tavares Chicó (1905-1966) licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas, tendo sido discípulo do historiador de arte francês Henri Focillon, e especializou-se em Arte do período medieval. A ele se deve a organização do Museu da Cidade de Lisboa (1940). Em 1943 foi nomeado diretor do Museu de Évora e em 1945 tornou-se professor efetivo da cadeira de Estética e História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa. Ao longo da sua atividade organizou congressos, exposições, proferiu conferências e regeu cursos de Arte em diversas universidades europeias e americanas.


A Talha em Portugal

Esta coleção resulta de um trabalho de investigação subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, realizado pelo historiador de arte americano Robert Chester Smith, no início dos anos 60 de Novecentos, com o objetivo de inventariar a talha existente em Portugal. É constituída por 1.878 provas fotográficas p/b e 1.416 negativos. Desta inventariação resultou a obra A Talha em Portugal, publicada em 1963, bem como a realização de uma exposição itinerante com o mesmo nome, que percorreu vários museus em Portugal e no estrangeiro.

Obras de Robert Chester Smith


Robert Chester Smith (1912-1975) nasceu no estado norte-americano de New Jersey. O seu interesse e dedicação à investigação da arte e arquitetura portuguesa e brasileira data de 1936, quando defendeu, na Universidade de Harvard, a sua tese de doutoramento sobre João Frederico Ludovice, arquiteto de Mafra. Entre 1947 e 1975 lecionou na Universidade da Pensilvânia. Publicou dezenas de obras sobre a arte do período barroco em Portugal e no Brasil, tendo proferido sobre esta temática diversas conferências e organizado congressos e colóquios. Em testamento legou à Fundação Calouste Gulbenkian o seu arquivo de trabalho, composto por documentos escritos, fotografias e obras inéditas.


Fotografias do Oriente

Esta coleção resulta de um trabalho de investigação subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, realizado pelo historiador Francis Millet Rogers na década de 1960. É constituída por 518 provas fotográficas (p/b) que reproduzem imagens de paisagens e da arquitetura – sobretudo a religiosa construída entre os séculos 15 e 18, de várias regiões e países do Oriente, como a Índia, as Filipinas, Macau, Japão e Malaca. De acordo com a legislação em vigor relativa a direitos de autor e direitos conexos, esta coleção está acessível apenas para consulta na rede local da Biblioteca de Arte.

Obras de Francis Millet Rogers


Francis Millet Rogers (1914-1989), historiador americano, foi professor emérito da Universidade de Harvard onde lecionou cadeiras relacionadas com as línguas (falava fluentemente o francês e o português) e as literaturas românicas. Foi autor de diversas obras sobre a história portuguesa, sobretudo do período dos descobrimentos.


Do Estádio Nacional ao Jardim Gulbenkian

Coleção formada por 929 diapositivos (p/b e cor) que resultaram da recolha documental e fotográfica que deu origem à exposição intitulada Do Estádio Nacional ao Jardim Gulbenkian: Francisco Caldeira Cabral e a primeira geração de arquitetos paisagistas, realizada pela Fundação Calouste Gulbenkian em 2003/2004. A coleção contém, maioritariamente, imagens de desenhos, projetos e obras da primeira geração de arquitetos paisagistas portugueses (1940-1970) a começar pelo seu primeiro grande cultor, o arquiteto Francisco Caldeira Cabral (1908-1992). De acordo com a legislação em vigor, relativa a direitos de autor e direitos conexos, alguns documentos desta coleção estão acessíveis apenas na rede local da Biblioteca de Arte.

Obras de Francisco Caldeira Cabral

Atualização em 06 Outubro 2017

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