Anfiteatro – Planta

Embora na memória descritiva que acompanha o Anteprojetoespacialidade pretendida [i] para este equipamento se encontre já claramente exposta, o seu desenho revela uma certa indefinição. O processo de revisão veio proporcionar um estudo aprofundado deste equipamento quer no que se refere à forma [ii] quer quanto à sua capacidade.

Ribeiro Telles propõe um espaço mais interiorizado, mais protegido. Propõe-se um anfiteatro construído a partir de blocos incrustados no terreno que funcionam como bancadas. O espaço entre eles, durante o período que vai do fim do Inverno ao início da Primavera, transformar-se–ia num jardim de bolbosas. Esta proposta não foi aceite pela administração, pelos custos elevados que apresentava [iii].

Em novembro de 67 uma outra proposta [iv] foi aprovada, apresentando custos mais consonantes com as estimativas ponderadas pela Fundação [v].

[i]  (…) Sobre ele se debruça o palco do anfiteatro ao ar livre. Cujas bancadas em pedra se dispõem irregularmente dispersando-se para poente em forma de rocheira plantada onde cabem as herbáceas de cor intensa. (…)”.

[ii] 1 de janeiro de 1967 – Orgânica Regulamentar da Divisões de Arquitetura e Exposições e da Sede e MuseuArquitecto Nunes de Oliveira responsável de todos os trabalhos referentes à pormenorização de arquitectura dos arranjos interiores dos pisos 3,4 e 5 da sede e do anfiteatro ao ar livre. (…) Projectos do anfiteatro ao ar livre e de arranjos exteriores: Eng.º. Agr. Gonçalo Ribeiro Telles (Arq. Pais.) Eng.º. Agr. António Barreto (Arq. Pais.) Compete também a estes engenheiros a fiscalização dos trabalhos prestando a sua colaboração ao Eng.º. Freitas de Aguiar. Os trabalhos de desenho serão solicitados ao chefe de divisão. (…) projectos de Execução do auditório e seus anexos (exteriores), anfiteatro ao ar livre e arranjos exteriores: Eng.º. Ramos Lopes, grupo de desenhadores da sala nº3 atribuído a estes trabalhos: José Lourenço, Reinaldo Viegas, José de Sousa. Pasta 112 proc. 95 v0l. 1e. (assinado Guimarães Lobato Eng.º. Lobato). 21 de fevereiro de 1967 –Acta nº 791 da reunião do conselho de administração no que se refere aos trabalhos de alargamento do auditório, na parte relativa aos camarins, de aumento do lago e da construção do teatro ao ar livre, o Senhor Presidente disse que, em seu entender, a firma Empec, que tão boas provas deu na Empreitada de toscos da Sede e Museu, poderá ser consultada, dado que os preços unitários que forneceu parecem ser razoáveis. Pasta 520, processo nº137, vol. 2G. 31 de outubro de 1967 Acta nº 877 do Conselho de Administração auditório ao ar livre. O senhor Professor Leite Pinto apresentou à Comissão delegada um segundo ante-projecto do auditório ao ar livre, elaborado após judiciosos reparos feitos pelo Senhor Presidente no primeiro anteprojeto, que foi considerado muito oneroso. Sob o auditório haverá dois grandes armazéns para depósito de materiais e equipamentos, conforme os desenhos respetivos. Estão previstas instalações sanitárias que servirão o auditório projectado e o publico que frequenta o parque. A empreitada das arrecadações e sanitários foi adjudicada à firma EMPEC e estima-se em 5.200 contos. A construção do auditório propriamente dito estima-se em 562 contos”. Pasta 521 de 31 de Outubro de 1967.

[iv] Anfiteatro ao ar livre

[v] 20 de novembro de 1967 – Desenvolvimento de Trabalhos SPO “Concluiu-se   a betonagem dos camarins colectivos anexos ao Auditório. Também se executou a sua completa impermeabilização. Foi aprovado o projecto do auditório ao ar livre. A execução de trabalhos vai agora ser iniciada. Ficaram concluídas todas a impermeabilizações das coberturas. As últimas grandes chuvadas permitiram fazer o ensaio da sua execução. Não se verificou qualquer deficiência…Vão ser iniciados os trabalhos de construção das infra-estruturas do Auditório ao ar livre pasta 112 proc.95 vol.1E 6 de dezembro de 1967 acta da reunião do Conselho de Administração Quanto ao auditório   ao ar livre, cujo projeto foi já adjudicado. (….)  não há quaisquer atrasos provenientes das inundações Pasta 516 processo nº 137, o. 3B8 de julho de 1968 Desenvolvimento de trabalhos SPO Começo a construção do Auditório ao ar livre. Espera-se que as infra-estruturas fiquem prontas no Outono. Também nessa altura ficará concluída a infra-estruturas do parque de estacionamento. Completou-se o estudo do arranjo das áreas circundantes do edifício e dos muros de vedação. Este estudo obedeceu à necessidade de se proteger o edifício contra futuras inundações Pasta 112 Proc.95 vol.1F b-4-1. 25 de Novembro de 1968 Desenvolvimento dos trabalhos SPO. Os trabalhos de infra-estrutura do auditório ao ar livre e do arranjo geral do parque ficarão concluídos em janeiro p.f. Pasta 112 Proc. 95 vol. 1F b-4-1. 26 de julho de 1969 Desenvolvimento dos trabalhos SPO Está concluída a drenagem e pavimentação do parque de estacionamento. (…) Foram demolidas todas as instalações provisórias onde funcionam os serviços e atividade da Fundação desde 1957. Prosseguem intensamente os trabalhos de arranjo exterior do parque que enquadra a sede e o museu. A reconstrução do muro de vedação exterior deverá ficar concluída em Julho, assim como o arranjo das entradas da Avenida de Berna e da Praça de Espanha. As terraplanagens do auditório do ar livre estão executadas. Vai iniciar-se a betonagem das bancadas. Os arranjos de jardinagem continuam ativamente. Pasta 112 Proc.95 vol. 1F b-4-1. 8 de Julho de 1968 Desenvolvimento de trabalhos SPO Começou a construção do Auditório ao ar livre. Espera-se que as infra-estruturas fiquem prontas no Outono. Também nessa altura ficará concluída a infra-estruturas do parque de estacionamento. Completou-se o estudo do arranjo da área circundante do edifício e dos muros de vedação. Este estudo obedeceu à necessidade de se proteger o edifício contra futuras inundações” Pasta 112 Proc.95 vol. 1F b-4-1.

“25 de novembro de 1968 Desenvolvimento dos trabalhos SPO. Os trabalhos de infra-estrutura do auditório ao ar livre e do arranjo geral do parque ficarão concluídos em janeiro p.f.” Pasta 112 Proc.95 vol.1F b-4-1.

  • Data de produção: 12/1966
  • Projetistas (autores principais): TELLES, Gonçalo Pereira Ribeiro
  • Contribuintes (autores secundários): FCG - Serviço de Projectos e Obras
  • Fase do projeto: Revisão de 1966
  • Identificador: PT FCG FCG:SPO-S015/01-DES01100

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