Apoio à demonstração na gestão da água de rega

De forma a contribuir para um uso mais eficiente de água na agricultura, a Fundação Calouste Gulbenkian criou um apoio dirigido a entidades com conhecimento e experiência na gestão da água de rega, que possam trabalhar com outros representantes do setor agrícola.

Candidatura

Destinada a pessoas coletivas públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, coordenadas por pessoas coletivas sem fins lucrativos.

Documentos


Este concurso prevê apoios que criem oportunidades de aprendizagem no terreno, para agricultores, em termos de uso eficiente da água.

 

Contribuições diretas e mensuráveis dos projetos

  • Devem capacitar os agricultores, em Portugal, para práticas de rega mais eficientes no uso e monitorização de água, tendo por base metodologias de demonstração entre pares;
  • Devem demonstrar aos agricultores, através da partilha e contacto com práticas inovadoras, em contextos adaptados a diversos perfis e escalas, os ganhos, para culturas específicas, que resultam de uma rega mais eficiente;
  • Devem contribuir para uma gestão integrada de diversos recursos.

 

Condições de Elegibilidade

  • Podem candidatar-se a esta linha de apoio pessoas coletivas públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, em parceria, coordenadas por pessoas coletivas sem fins lucrativos.

  • Apenas são elegíveis projetos com impacto direto em Portugal.

 

Como concorrer

  • Só serão aceites candidaturas online e em português
  • Faça o seu registo
  • Antes de submeter o formulário de candidatura, verifique todos os critérios de elegibilidade. Aconselhamos a leitura do Regulamento e consulta das Perguntas Frequentes (disponível na zona de documentos).
  • A candidatura só será submissível depois de preenchidos todos os campos obrigatórios do formulário e feito o upload da documentação exigida no Regulamento.
  • No final, clicar no botão “submeter candidatura”. De forma a prevenir dificuldades na submissão das candidaturas, evite submeter a sua candidatura nos últimos dias do prazo.

 

Contactos

Todos as questões e pedidos de informação devem ser enviados para o email [email protected]


Perguntas Frequentes

Sim. As candidaturas devem apresentar projetos que cumpram os seguintes objetivos:

  • desenvolver atividades de intercâmbio de conhecimento entre agricultores, baseadas, maioritariamente, em ações de demonstração;
  • integrar explorações de demonstração piloto que desenvolvam atividades inovadoras e que possam ser partilhadas de forma alargada e adotadas por outros agricultores, através de visitas técnicas às explorações e de outras atividades como materiais audiovisuais e textos técnicos simples sobre a utilização de tecnologia, entre outras consideradas relevantes;
  • adequar o projeto às características de (preferencialmente) uma cultura e de uma região, garantido uma aprendizagem dirigida às necessidades concretas de um determinado grupo de agricultores participantes;
  • integrar explorações de diferentes escalas que reflitam o contexto dos diferentes agricultores participantes;
  • garantir que a participação de determinado grupo de agricultores não se circunscreva a apenas uma ação de demonstração, mas a um conjunto de ações que acompanhem as diferentes fases da cultura e os ajustes que as tecnologias exigem e permitem fazer ao longo da campanha;
  • garantir, ao longo da campanha agrícola que o projeto acompanha, a monitorização e a partilha de informação (big data) pelos agricultores envolvidos – tais como área de regadio, cultura, fonte de acesso à água, consumo de água, consumo de energia e utilização de fitofármacos – contribuindo para a consciencialização do valor do uso eficiente da água e dos benefícios associados à utilização de novas tecnologias;
  • comunicar e disseminar os resultados obtidos, de forma a aumentar o impacto do projeto, promover a adoção de boas práticas e permitir que a rede e as iniciativas sejam replicadas de uma forma generalizada.

As demonstrações nas explorações agrícolas (farm demo) já existem há muitos anos e são organizadas com o objetivo de partilhar técnicas ou práticas inovadoras. Os modelos destas demonstrações podem variar na duração, no número de pessoas envolvidas (podem ser agricultores ou organizações distintas, como associações ou institutos de investigação) e até no objeto, desde montras (por exemplo, quando uma empresa de sementes faz um ensaio com diferentes variedades para depois as mostrar aos agricultores) a sistemas de cocriação de inovação (por exemplo, quando agricultores e investigadores se juntam ao longo de várias sessões para trabalharem em conjunto num novo modelo de mobilização do solo). Podem também ocorrer em explorações agrícolas comerciais (privadas) ou em estações experimentais pertencentes a entidades de investigação.

Dada esta grande diversidade, importa definir o formato específico que as atividades de demonstração deverão ter no contexto deste concurso.

Assim, nesta iniciativa, consideram-se os seguintes princípios para uma ação de demonstração:

  • Local: preferencialmente, ou maioritariamente, em explorações agrícolas comerciais, podendo, pontualmente, ser organizadas em estações experimentais pertencentes a entidades de investigação.
  • Duração de cada ação: no máximo, um dia em campo (podendo ser complementado com atividades anteriores ou posteriores); podem, no entanto, ser organizadas várias demonstrações no mesmo local, desde que espaçadas no tempo (por exemplo, de forma a seguir uma cultura em duas fases distintas do ciclo de exploração).
  • Participantes por ação: entre 15 a 25 e maioritariamente agricultores (demonstrações com mais de 25 agricultores deverão prever a organização de grupos distintos de menor dimensão).
  • Antes da demonstração: definir detalhadamente o público alvo, o objetivo da demonstração e o que vai ser demonstrado (questões a discutir; problemas ou boas práticas; principais mensagens ou outros); divulgar adequadamente a demonstração, definir o programa e dar informação detalhada aos participantes sobre o que vai acontecer; definir o tempo que vai durar e a hora a que vai acontecer; preparar a demonstração em conjunto com a exploração onde irá ocorrer; definir o orçamento e quem suporta o quê; efetuar o registo dos participantes, assegurando uma forma simples de comunicação; confirmar os participantes nas vésperas da demonstração.
  • Durante a demonstração: definir um programa equilibrado, com uma componente de campo e outra de discussão, de preferência em sala e com um bom facilitador e um relator; seguir os princípios básicos de uma boa demonstração: relacionar a troca de conhecimento com a prática diária dos agricultores, garantir que todos os participantes interagem na partilha de conhecimento e utilizar ferramentas e métodos adequados que fomentem a partilha de informação e a aprendizagem (apresentações, posters, folhetos, vídeos, discussões, workshops, entre outros); incluir uma componente informal; garantir que os locais e equipamentos são adequados; no final, fazer a avaliação da demonstração pelos participantes.
  • Depois da demonstração: avaliar a demonstração de acordo com os objetivos propostos e partilhar a análise da avaliação com os participantes (avaliar se o motivo para organizar a demonstração foi cumprido, se a informação disponibilizada foi adequada e se os agricultores conseguem replicar o que aprenderam nas suas próprias explorações; avaliar as metodologias e ferramentas utilizadas na organização da demonstração; definir ações a desenvolver no seguimento da demonstração).

Nota: É esperado que o projeto desenvolva diversas ações de demonstração, para diferentes grupos de agricultores. Adicionalmente, a participação de determinado grupo de agricultores não deve cingir-se a apenas uma ação de demonstração, mas várias ações que permitam acompanhar diferentes fases da cultura e os ajustes que as tecnologias exigem e permitem fazer ao longo da campanha.

Os projetos podem ser executados até novembro de 2022, sendo expectável que comecem em novembro de 2021.

Podem candidatar-se a esta linha de apoio pessoas coletivas públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, em parceria, coordenadas por pessoas coletivas sem fins lucrativos.

As instituições candidatas têm de reunir os seguintes requisitos:

  • Encontrarem-se sediadas em território nacional;
  • Estarem legalmente constituídas e devidamente registadas, nos termos da lei;
  • Terem a sua situação regularizada junto da segurança social e da autoridade tributária.
  • Apenas são elegíveis projetos com impacto direto em Portugal.

Sim. Os projetos devem ser apresentados por uma parceria de entidades, contemplando a existência de uma entidade promotora e uma ou mais entidades parceiras.

As despesas de atividades das potenciais entidades parceiras são elegíveis desde que concorram diretamente para as atividades do projeto. Todavia, o seu pagamento será assegurado pela entidade proponente, a única entidade beneficiária deste apoio.

A avaliação das candidaturas que respeitem os critérios de elegibilidade será efetuada por um júri externo, devidamente qualificado, com o apoio da equipa do Programa da Gulbenkian para o Desenvolvimento Sustentável.

Os projetos serão avaliados de acordo com os seguintes critérios:

Projeto

  • clareza dos objetivos do projeto, da metodologia a adotar e dos resultados e impacto esperados;
  • grau de contribuição esperada do projeto para os objetivos expostos;
  • grau de excelência do projeto comparativamente a outros já existentes (incluindo na inovação);
  • robustez da proposta ao nível técnico, metodológico e de planeamento;
  • orçamento.

 

Equipa

  • competências da equipa para o projeto proposto;
  • nível de motivação e compromisso na candidatura;
  • reputação e rede de contactos – projetos anteriores desenvolvidos, rede de parceiros, prémios atribuídos, entre outros.