Arte Participativa – um espaço para todos 

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Segundo François Matarasso, a “Arte Participativa acontece quando profissionais e não-profissionais usam as suas diferentes competências, tipos de imaginação e interesses, para criar em conjunto algo que não poderiam fazer individualmente”.

Que portas abre esta forma de arte partilhada? Que novas oportunidades representa? Que desafios e riscos se antecipam?

O Teatro São Luiz e a EGEAC juntam-se à iniciativa PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian para promover um dia de conversas em torno da Arte Participativa, numa altura em que o debate sobre a democratização do acesso à arte e à criação artística se revela cada vez mais pertinente e necessário.

Estas conversas acontecem a par da apresentação do espetáculo “Meio no Meio” de Victor Hugo Pontes, no Teatro São Luiz, que resulta de um projeto desenvolvido durante os últimos três anos com o apoio da iniciativa PARTIS. Os participantes convidados para o debate são diferentes agentes da comunidade artística, entre programadores, público, jornalistas, artistas profissionais e artistas não-profissionais.

Com Interpretação em Língua Gestual Portuguesa


VÍDEOS

Novas Vanguardas Artísticas e Sociais
Conversas Arte Participativa – Um Espaço para Todos

Que lugar para a Arte Participativa na Programação Cultural?
Conversas Arte Participativa – Um Espaço para Todos


Programa

11:00 – 13:00   Novas vanguardas artísticas e sociais

com Barbara Pollastri, Carla Flores, Madalena Victorino, Marco Martins, Mavá José, Victor Hugo Pontes

Moderação:
Cláudia Galhós

 

14:30 – 16:30   Que lugar para a arte participativa na programação cultural?

com Fátima Alçada, John Romão, Gonçalo Frota, Marta Lança, Marta Martins, Sara Ferreira

Moderação:
Hugo Cruz


BIOGRAFIAS

Italiana de nascença e portuguesa por amor, Barbara Pollastri estudou e trabalhou em Itália, Inglaterra e França até 1996, ano em que se estabeleceu em Portugal para dar início aos estudos em interpretação de conferência, profissão que exerce ainda hoje. Docente de língua italiana para estrangeiros, em 2006 concluiu o Mestrado em Promoção da Língua e Cultura Italiana e tornou-se sócia gerente da primeira livraria italiana em Portugal, dedicando-se à gestão e organização de eventos culturais.

Aos 50 menos três, eventos inesperados levaram-na a aprender a ouvir o Mundo através dos olhos, enveredando pela Língua Gestual Portuguesa e pelas Artes Performativas, percurso que tem vindo a explorar em projetos de teatro com artistas surdos e ouvintes, como intérprete-sombra, mediadora cultural e linguística.

Hoje, aos 50 mais três, continua sem certezas do que virá e é isso o que mais a fascina e espanta todos os dias.

Carla Flores é natural de Lisboa. Apesar de não ter enveredado por uma carreira artística e gostar muito da sua profissão – docente de inglês e professora bibliotecária –, considera que a arte é O traço distintivo da espécie humana e é espetadora ávida das artes performativas. Frequentou oficinas de teatro dinamizadas pela “Gato que Ladra” e na escola de atores Evoé. Nos últimos 10 anos fez várias pequenas participações em espetáculos, como O Baile, de Aldara Bizarro (2013), Atlas, de Ana Borralho e João Galante (2018), A Cidade, da Companhia ArteViva (2019) ou as apresentações integradas no Projeto “Como Desenhar uma Cidade?”, da Terra Amarela com apoio da iniciativa Partis (2020, 2021), entre outros. Desde 2015 que frequenta a Oficina Teatro Comunitário da Penha de França. Paralelamente, colabora como redatora num OCS online onde escreve acerca de concertos de música e, mais recentemente, é co-autora / apresentadora de um programa semanal de rádio.

Madalena Victorino estudou dança contemporânea, composição coreográfica e pedagogia das artes. Fez a sua formação na London School of Contemporary Dance, no Laban Centre/Goldsmith’s College e na Exeter University, no Reino Unido. O seu trabalho tem-se evidenciado pela criação de projetos que se vocacionam para a aproximação entre discurso, prática e experiência artísticas e a sociedade nas suas múltiplas transversalidades. Cocriou o Forum Dança, a primeira estrutura de Dança Independente em Portugal. Entre 1996 e 2008 esteve à frente do Centro de Pedagogia e Animação do CCB e desde 2014 coordena o projeto MIRAGEM, para a Câmara Municipal de Odemira. É autora do programa curricular de dança para o Ministério da Educação. Foi co-programadora do Festival TODOS e criadora da cooperativa LAVRAR O MAR. As suas peças coreográficas têm atravessado o país e vários outros territórios, sempre em cocriação com intérpretes profissionais. Tem ganho inúmeros prémios, com um forte reconhecimento pela sua carga humanística.

Marco Martins nasceu em Lisboa, em 1972, e é autor de uma obra artística que se estende pelos campos do Cinema, Artes Visuais e Teatro. Os seus filmes têm sido apresentados e premiados nos principais Festivais Internacionais (Cannes, Veneza ou Roterdão). Em 2007 fundou, com Beatriz Batarda, o Arena Ensemble, tendo desde aí apresentado espetáculos de forma regular nos principais palcos nacionais e internacionalmente. Muitas das suas peças trabalham com comunidades específicas, englobando artistas profissionais e não-atores. 

Mavatiku José nasceu em Lisboa a 3 de junho de 1998 e reside em Almada, Trafaria. Performer multidisciplinar que concentra os seus estudos em torno do teatro, música, acrobacia, movimento e manipulação de objetos. Trabalhou com alguns núcleos artísticos, nomeadamente os RADAR 360, La Fura Dels Baus, Manon de Boer, PAN.OPTIKUM e no projeto mais recente da Nome Próprio: Meio no Meio de Victor Hugo Pontes.

Nasceu em Guimarães, em 1978. É licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2001, frequentou a Norwich School of Art & Design, Inglaterra. Concluiu os cursos profissionais de Teatro do Balleteatro Escola Profissional e do Teatro Universitário do Porto, bem como o curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Forum Dança. Como criador, a sua carreira começa a despontar a partir de 2003 com o trabalho Puzzle. Desde então, vem consolidando a sua marca coreográfica, tendo apresentado o seu trabalho por todo o país, assim como em Espanha, França, Itália, Alemanha, Rússia, Áustria, Brasil, entre outros. É, desde 2009, o diretor artístico da Nome Próprio – Associação Cultural, com sede no Porto.

Claudia Galhós é jornalista e escritora. Nasceu em Lisboa, em 1972. Escreve sobre cultura em geral, artes performativas e dança em particular para jornais desde 1994, em publicações como BLITZ, O Independente, Público, Jornal de Letras, Mouvement, Visão, entre outros. Escreve sobre artes performativas para o semanário Expresso desde 2005. Para a televisão, foi editora do magazine cultural semanal sobre cultura “AGORA” e editora do suplemento semanal “Artes de Palco”, do programa “Magazine”. É autora de livros de ficção – Sensualistas (2001), Conto de Verão (2002) e O Tempo das Cerejas (2007) – e de livros sobre dança e/ou artes: Corpo de Cordas – 10 anos de Companhia Paulo Ribeiro (2006), Pina Bausch – Sentir Mais (2010); 15 anos do Espaço do Tempo (2016). Foi editora e autora do livro There is nothing that is beyond yoyr imagination (2015), no âmbito da rede europeia “Imagine 2020 – Art and Climate Change”, que reúne 10 teatros europeus, liderada pelo Kaaitheater, em Bruxelas. 

Depois de uma curta passagem pela docência, Fátima Alçada colaborou com a Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura como assistente da direção de programação cultural.

Após uma pós-graduação em Gestão Cultural das Cidades, pelo Indeg–ISCTE, colaborou com a Feira Viva, em Santa Maria da Feira, nos eventos Viagem Medieval e Festival Imaginarius. Começou a trabalhar n’A Oficina em 2004, inicialmente como produtora e depois como assistente de programação do Centro Cultural Vila Flor. Ainda em Guimarães criou o serviço educativo d’A Oficina, que coordenou até 2010. Em 2011 assumiu a gestão e programação do cineteatro de Estarreja, onde se destaca a criação do Serviço Educativo e da Big Band Estarrejazz. Foi também diretora Artística do Centro de Arte de Ovar e coordenadora da programação da Escola de Artes e Ofícios, tendo assumido a programação de vários festivais. É diretora artística d’A Oficina, em Guimarães, desde junho de 2020.

John Romão (Lisboa, 1984) é encenador, programador cultural e diretor artístico. Estudou na ESTC - Escola Superior de Teatro e Cinema, na FCSH - Universidade Nova de Lisboa, na Sociedade Nacional de Belas Artes e na École des Maîtres. É fundador, diretor executivo e artístico da BoCA - Biennial of Contemporary Arts desde 2015, a partir da qual desenvolve sinergias entre cidades e equipamentos, comissiona e faz curadoria de projetos artísticos nacionais e internacionais assentes nas artes cénicas e na transdisciplinaridade. Tem lecionado, como professor convidado, Práticas Teatrais na Escola Superior de Teatro e Cinema e Escola Superior de Dança. Concebeu e implementou projetos artísticos e culturais como o RExFORM International Performance Project (2020-), Ecotemporâneos (2018-) e Futurama - Ecossistema Cultural e Artístico do Baixo Alentejo (2020-). O seu trabalho foi distinguido com os prémios Portugueses Mais Inventivos 2019 / Jornal Expresso; Prémios Novos 2014 - Teatro; Prémios Jovens Criadores Nacionais 2012 - Teatro; Almada, Terra das Artes e da Criatividade 2010.

Gonçalo Frota é jornalista na área da cultura desde 1999. Atualmente escreve sobre música e artes performativas no jornal Público, sendo também colaborador da revista inglesa Songlines, dedicada às músicas do mundo. É o autor das notas da reedição integral da obra de José Afonso na editora Orfeu e participou em livros sobre o coletivo Pogo - Teatro e o Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas (FIMFA). Recebeu o Grande Prémio Internacional de Jornalismo Carlos Porto 2016, atribuído pelo Festival de Almada.

Marta Lança é doutoranda em Estudos Artísticos, com formação em Estudos Portugueses, Literatura Comparada e Edição de Texto na FCSH - UNL. Os temas de pesquisa passam pelo debate pós-colonial, programação cultural, processos de memorialização, plataformas de discurso e estudos africanos. Criou as publicações V-ludo, Dá Fala, Jogos Sem Fronteiras (co-ed) e, desde 2010, é editora do site BUALA. Escreve para publicações em Portugal, Angola e Brasil. Como programadora organizou, entre outros: “Roça Língua, encontro de escritores lusófonos” (São Tomé e Príncipe, 2011); os ciclos Paisagens Efémeras (Lisboa, 2015) e Para nós, por nós: produção cultural africana e afrodiaspórica em debate (2018), e colaborou no Encontro Where I (We) Stand (Gulbenkian, 2019). Tem experiência em pesquisa e produção de cinema, sobretudo com a Terratreme filmes. Atualmente, coordena o projecto “ReMapping Memories Lisboa-Hamburg, Lugares de Memória (Pós)coloniais”, do Goethe Institut.

Marta Martins é Gestora Cultural, licenciada em Direito (FDUL), Pós-graduada em Gestão Cultural nas Cidades (INDEG-ISCTE) e Mestre em Estudos de Cultura (FCH-UCP). Desde 2010 é Diretora Executiva da Artemrede, uma rede cultural com 16 anos de atividade e 18 associados, no âmbito da qual tem desempenhado funções de planeamento estratégico, gestão e programação cultural, desenho e coordenação de projetos intermunicipais e intersectoriais, de âmbito europeu e nacional. Entre 2005 e 2010 desempenhou funções de Responsável de Produção na Artemrede. Antes disso trabalhou no Departamento de Juventude do Município de Lisboa e colaborou com a Quaternaire Portugal e com diferentes associações culturais.

Como oradora tem participado em várias conferências e seminários na área da política e da gestão culturais.

Sara Ferreira é licenciada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, especialista em Medicina Geral e Familiar e Sexóloga pela Sociedade Portuguesa de Sexologia.

Tem desenvolvido atividades ligadas ao ativismo na área da Saúde Sexual e Reprodutiva. Membro fundador da ONG Médicos pela Escolha (2006), esteve envolvida no referendo para a despenalização da interrupção voluntária de gravidez, entre outras iniciativas. Trabalha desde 2016 na ONG “GAT - Grupo Activistas em Tratamento”, no “Espaço Intendente”, dirigido a algumas das populações mais vulneráveis ao VIH.

A par com a Medicina, tornou-se “espectadora profissional” e tenta cultivar o seu gosto pelas artes performativas de forma assídua.

Frequentou o curso de Expressão Dramática do Grupo de Teatro do IST, orientado pelo ator Nicolas Brites em 2009, com quem produziu e interpretou as criações “R.I.P.”, “Nobres Selvagens”, “Zona”, “No Parque”, “A acidez do gomo da laranja”. Participou nas peças de teatro “O pino do Verão” do teatro “O Bando”, e “Vale” de Madalena Vitorino.

Hugo Cruz cruzou Campanhã e o Bonfim enquanto crescia, a janela de um 6ºandar com as ruas sem saída das avós, tias/os e primos/as. Reconheceu-se nos movimentos associativos e na ação cívica e política. Cruzou o ensino público com a educação não formal em Portugal, Brasil, França e Espanha. Insistiu em encontros que o inspiram com Eugenio Barba, Augusto Boal, Carlo Bosso, Ademar Bianchi, Edith Scher, Sanjoy Ganguly, cocriando com artistas profissionais e não-profissionais em prisões, centros comunitários, escolas, bairros sociais. Apresentou espetáculos em fábricas e lotas, teatros nacionais e festivais, no Brasil e na China. Foi criador da Pele, do Núcleo de Teatro do Oprimido, da Nómada, entre outros projetos. Cruzou o ensino superior com workshops, conferências, residências, o ensino com a aprendizagem, o corpo com a palavra, a arte com a política. Cruzou a criação artística com o pensar sobre ela em consultadorias para municípios e para as fundações Calouste Gulbenkian e BPI / La Caixa. O território onde se constitui é este – o do cruzamento.


Este evento resulta da parceria entre a EGEAC e a Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito de uma rede de entidades culturais que se propõem pensar o lugar da Arte Participativa nas suas programações, e na qual são também parceiros o TNDM II, A Oficina, a Casa da Música, o Teatro Viriato, a Câmara Municipal de Loulé e a Câmara Municipal do Funchal.


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