Arte e Ciência: dar vida à voz da ciência dos oceanos

Conversas no âmbito da 2022 UN Ocean Conference

Slider de Eventos

O conhecimento intuitivo de que o oceano é um todo interligado reflete-se em diferentes culturas através da narrativa da expressão artística. Paralelamente, no seio da ciência dos oceanos tem vindo a desenvolver-se uma outra narrativa, baseada no reconhecimento de que as ciências sociais e naturais, bem como outros sistemas alternativos de conhecimento, devem ser unificadas de forma a providenciarem uma base para o regulamento do oceano do Antropoceno.

Como pode a arte catalisar a defesa dos oceanos e animar a voz da ciência?

Junte-se a nós para uma série de conversas entre artistas, cientistas e ativistas, que irão discutir de que forma os seus esforços conjuntos podem contribuir para a consciência coletiva para assegurar um futuro sustentável dos oceanos, durante a Década das Nações Unidas da Ciência dos Oceanos.

Evento co-organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian, TBA21–Academy e Ocean & Climate Platform.


Língua Gestual Portuguesa
Márcio Antunes e Sandra Bragança


Programa

13:00   Introdução

Ana Botella, Diretora Adjunta do CAM.
Louisa Hooper, Diretora da Delegação no Reino Unido da Fundação Calouste Gulbenkian.
Mónica Bettencourt-Dias, Diretora do Instituto Gulbenkian Ciência.

13:10   A Arte faz a Ciência Acontecer

Chus Martínez, Diretora de Arte do Institute FHNW Academy of Arts and Design Basel.

13:25   Conversa: Como pode um espaço de imaginação e conhecimento partilhado contribuir para um futuro sustentável dos oceanos, onde os cidadãos do oceano estão informados, motivados e inspirados?

Françoise Gaill, Vice-Presidente da Ocean & Climate Platform, Paris.
Jay Marisca Gietzelt, Embaixadora do Eurocean’s Youth Network, Wageningen.
Margarida Mendes, Curadora, Investigadora no Centro de Investigação de Arquitetura da Goldsmiths University, Londres.

Moderação:
Markus Reymann, Diretor da TBA21–Academy.

14:05   Pausa para café

14:15   Conversa: Porque é que o apelo emergente para repensar criticamente as nossas formas de «conhecer» o sistema dos oceanos está a refletir-se em caminhos paralelos, tanto através da arte como da ciência?

Tanya Brodie Rudolph, Defensora dos Oceanos & Fundadora da Enviromer, Cidade do Cabo.
Hugo Canoilas, Artista, Viena.
Alice Sharp, Diretora Artística da Invisible Dust, Londres.
Chus Martínez, Diretora de Arte do Institute FHNW Academy of Arts and Design Basel.

Moderação:
Markus Reymann, Diretor da TBA21–Academy.

15:05   Observações Finais

Hans-Otto Pörtner, Co-Chair do IPCC Working Group II, Bremerhaven.


BIOGRAFIAS

Fundadora da ONG Invisible Dust, pioneira na promoção da colaboração internacional entre artistas e cientistas em questões climáticas, Alice Sharp tem defendido a importância do papel da arte na criação de uma compreensão mais abrangente e no alargamento do grupo demográfico empenhado em combater as alterações climáticas. É destacada consultora e palestrante britânica sobre arte e sustentabilidade, tendo em 2022 presidido à conferência sobre perturbações ecológicas da IACCCA (Associação Internacional de Coleções Corporativas de Arte Contemporânea). Alice trabalhou com Margaret Atwood em “Under Her Eye”, e muitos outros artistas incluindo Elizabeth Price, Faisal Abdu’Allah, Jeremy Deller, Fei Jun, Joan Jonas, Mariele Neudecker, Cornelia Parker e Gayle Chong Kwan, bem como consultores científicos do governo britânico como o Prof. Frank Kelly (Poluição do Ar - Imperial College London), a Prof. Emily Shuckburgh (Ciência do Clima e Diretora da organização Cambridge Zero), e o Prof. Alex Rogers (Ciência dos Oceanos - REV Ocean).

Chus Martínez é diretora do Instituto de Arte da Academia de Arte e Design FHNW, em Basileia. Em 2021-22 desempenha o papel de curadora do Ocean Space, Veneza, o centro da TBA21-Academy que tem como objetivo catalisar o conhecimento, a investigação e a advocacia dos oceanos. Anteriormente (2018-20), dirigiu o projeto The Current II, igualmente promovido pela TBA21-Academy. The Current serviu de inspiração para a uma série de seminários e conferências “Art is Ocean” realizados no Instituto de Arte, na qual se examinou o papel dos artistas na conceção de uma nova experiência da natureza. (Foto: Nici Jost)

Françoise Gaill é bióloga do mar profundo. A investigação que realiza no CNRS centra-se na adaptação a ambientes extremos, em particular a adaptação térmica e o desenvolvimento. Atualmente é vice-presidente da plataforma Ocean & Climate Platform for Science. É também consultora científica no CNRS INEE em temas relacionados com os oceanos. Responsável pela direção científica do departamento de ambiente e desenvolvimento sustentável, desenvolveu o Instituto de Ecologia e Ambiente do CNRS. Participou na Avaliação Mundial dos Oceanos promovida pela ONU, e em várias ações da ONU (incluindo SDGs, BBNJ, IOC UNESCO) em nome do governo francês. (Foto: Torben Schmitz)

Hans-Otto Pörtner é fisiologista e biólogo marinho, desenvolvendo investigação Alfred Wegener Institute Helmholtz Centre for Polar and Marine Research (AWI). Foi autor principal e coordenador do capítulo sobre Sistemas Oceânicos do quinto relatório de avaliação do IPCC, na sequência de que foi eleito copresidente do Grupo de Trabalho II. Sob a sua coliderança, o grupo publicou o Relatório Especial sobre os Oceanos e a Criosfera num Clima em Mudança do IPCC. Um dos dirigentes do comité científico diretor do IPCC-IPBE sobre Biodiversidade e Alterações Climáticas, fez igualmente parte dos comités científicos diretores da reunião internacional do IPCC-ICOMOS-UNESCO sobre Cultura, Património e Alterações Climáticas. Hans-Otto é membro eleito da Academia Europeia das Ciências e foi nomeado pelo governo alemão para fazer parte do seu conselho consultivo sobre Mudanças Globais em 2020.

Hugo Canoilas é um artista que vive e trabalha em Viena e Nova Iorque. A sua mais recente exposição individual Moldada na Escuridão, apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, teve como origem a sua investigação sobre os fundos marinhos e o trabalho da bióloga marinha Rachel Carson sobre a formação dos oceanos. Canoilas tem contribuído com o seu trabalho para exposições institucionais, nomeadamente no Kunstverein em Hamburgo, De Appel em Amesterdão, Kunsthalle Wien em Viena, Salzburguer Kunstverein em Salzburgo, 30.ª Bienal de São Paulo, em São Paulo, 4.ª Bienal Industrial Ural, em Yekaterinburg, e a Vienna Biennale For Change, em Viena. O seu trabalho foi alvo de análise nas revistas Mousse, ArtReview, Observer, Frieze, Metropolis M, FlashArt, Kunstforum, Contemporanea e nos jornais The Guardian, Público e Expresso. Canoilas foi o vencedor do Prémio Kapsch de Arte Contemporânea em 2020. (Foto: Nikolai Nekh)

Jay Marisca Gietzelt é aluna de mestrado em Conservação Ambiental e das Florestas na Wageningen University & Research. Interessada pela investigação transdisciplinar, foca-se na coprodução, governação colaborativa, e no nexo oceano-clima. Presentemente, encontra-se a concluir o seu estágio de mestrado na Ocean & Climate Platform. Está também envolvida no engajamento e mobilização dos jovens para questões de política ambiental, como parte da rede de jovens embaixadores da Eurocean, no Conselho Consultivo de Políticas para a Juventude da Sustainable Ocean Alliance, e na Global Youth Biodiversity Network.

A investigação de Margarida Mendes explora a sobreposição do pensamento sistémico no filme experimental, práticas sonoras e ecopedagogia. É curadora e consulta de ONG ambientais de todo o mundo que combatem a extração mineira no alto mar. Mendes foi codirigente de várias plataformas educacionais, tais como a escuelita no CA2M, The World In Which We Occur/Matter in Flux, e The Barber Shop. Encontra-se presentemente a realizar um doutoramento no Centro de Investigação de Arquitetura da Goldsmiths University em Londres.

Markus Reymann é diretor da TBA21-Academy, de que foi cofundador em 2011, um ecossistema cultural que promove o diálogo interdisciplinar e o intercâmbio em torno das questões ecológicas, sociais e económicas mais prementes que os nossos oceanos enfrentam. Reymann incentiva o estabelecimento de ligações entre ONG e artistas, ativistas, cientistas e decisores políticos de todo o mundo, que resultam na criação de novas encomendas, conjuntos de conhecimento, e políticas que promovem a conservação e proteção dos oceanos. É também presidente da Alligator Head Foundation, o parceiro científico da TBA21-Academy. A Alligator Head Foundation criou e suporta o East Portland Fish Sanctuary e um aquário/laboratório marinho na Jamaica.

Tanya Brodie Rudolph é uma advogada internacional que atua especificamente nas áreas ambiental e dos oceanos. É fundadora de um corpo consultivo para a sustentabilidade, e investigadora associada do Centre for Sustainability Transitions, na África do Sul. Tanya é especialista em direito internacional do mar e do sistema terrestre, direito ambiental e direito da poluição, bem como em ciências da sustentabilidade. O seu foco é a colaboração transdisciplinar com vista ao estabelecimento de pontes entre a ciência e a política, para uma governação oceânica eficaz.


A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através de [email protected] .


Co-organizado por

Em colaboração com

Definição de Cookies

Definição de Cookies

A Fundação Calouste Gulbenkian usa cookies para melhorar a sua experiência de navegação, a segurança e o desempenho do website. A Fundação pode também utilizar cookies para partilha de informação em redes sociais e para apresentar mensagens e anúncios publicitários, à medida dos seus interesses, tanto na nossa página como noutras.